2022 é logo ali

Walter Nery comenta as filiações em novos partidos do presidente Jair Bolsonaro e do ex-juiz Sérgio Moro, que movimentam a política brasileira.

2022 é logo ali

A filiação do Presidente Bolsonaro ao Partido Liberal – PL, do ex-deputado Valdemar Costa Neto, está agitando os bastidores da política.

A filiação deverá ser oficializada no próximo dia 22 de novembro, referência ao número do Partido nas urnas, e também ao ano da próxima eleição. A expectativa é que o Partido também receba outros apoiadores do PR.

O xadrez político que se desenha é extremamente bruto e complexo. As estratégias para jogar nesse tabuleiro vão exigir do Presidente total conhecimento dos riscos que estará correndo, e também das ameaças que pode neutralizar para garantir sua reeleição em 2022.

Bolsonaro já percebeu que as forças contrárias se unem a cada dia, e sua vivência e experiência política capaz de dar nó em pingo d’água será colocada à prova.

O presidente sabe onde está pisando, e deve levar junto pelo menos 30 parlamentares para seu futuro partido, que conta atualmente com 43 deputados federais, terceira maior bancada na Câmara, atrás apenas do PSL e do PT.

Ao justificar sua escolha pelo PL, sigla do bloco conhecido como Centrão, o chefe do Executivo Federal declarou, em entrevista ao Jornal da Cidade Online, que mesmo que tenha inicialmente rechaçado o bloco, foi levado a se filiar ao grupo político para tentar a reeleição ao Palácio do Planalto no ano que vem.

Bolsonaro esclareceu sua escolha, dizendo que “Se você tirar o Centrão, tem a esquerda. Para onde é que eu vou? Tem de ter um Partido, se eu quiser participar e disputar as eleições de 2022.”

Após se reunir com o PR no início da semana, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, afirmou que o PRB, atual Republicanos, o PP e o PL vão formar o tripé para a reeleição de Bolsonaro no ano que vem. Segundo o Deputado, outros Partidos certamente irão compor a aliança.

O acordo para se filiar ao PL envolveu a garantia de que o Presidente terá autonomia para indicar candidatos nos Estados em 2022, e os comandos das executivas estaduais. A prioridade será focar em nomes para o Senado Federal.

Bolsonaro também está se precavendo para evitar as possíveis fraudes nas urnas no ano que vem. Adiantou que as Forças Armadas estarão participando do processo do voto eletrônico do início ao fim, e não será tão fácil fraudar as eleições  como o PT espera.

Também comprometido com as necessidades do país, o governo federal editou o decreto que institui o Auxílio Brasil, novo programa social criado para substituir o Bolsa Família.

O Decreto regulamenta a Medida Provisória que foi publicada em Agosto passado, texto com força de lei, mas que precisa ser aprovado por deputados e senadores em até 120 dias, para entrar em vigor de forma definitiva.

No Auxílio Brasil há 09 modalidades diferentes de benefícios. Três delas formando o chamado “núcleo básico”, o benefício “primeira infância”, o benefício “composição familiar”, e o benefício de “superação da extrema pobreza”. Além delas, o Decreto também estabelece o benefício “compensatório de transição”, destinado a famílias que estavam na folha de pagamento do Bolsa Família, e que perderão parte do valor com o surgimento do Auxilio Brasil.

Por outro lado, as especulações para a tal terceira via em 2022 continuam.

Sérgio Moro, ex-herói, ex-juiz e ex-ministro, atualmente palestrante eventual e sonho de consumo dos incautos cidadãos que acreditam em sua candidatura para a presidência da república, perdeu-se completamente na política. Deve mesmo é se lançar candidato a Deputado Federal, ou a Senador pelo Podemos.

Em seu Twitter, que tem como slogan “faça a coisa certa sempre”, segue apenas e seletivamente 59 pessoas, nem mais nem menos. Entre seus “escolhidos”, estão figuras conhecidas como Barroso e Xandão (STF), João Dória (Governador de SP), André Marinho (aquele jornalistazinho que foi varrido da Jovem Pan), Luciano Hulk, João Amoedo (o ditador do NOVO), Luiz Henrique Mandetta (Fique em Casa), Simone Tebet, e ainda Alessandro Vieira (Senador integrante do G7 da CPI DA INQUISIÇÃO, que tem ódio mortal a Bolsonaro). Que decadência hein Moro?

Outros nomes para disputar as eleições em 2022 também deverão ser confirmados em breve, como João Dória, Ciro Gomes e outros. Há ainda que se aguardar os resultados de outros movimentos, como a fusão entre DEM e PSL, que criou o União Brasil, e a confirmação ou não da candidatura do chefe da quadrilha petista. As eleições presidenciais prometem esquentar em breve. 2022 é logo ali!

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.