Empresários mineiros do setor da indústria, do comércio, do transporte, da agricultura e pecuária divulgaram documento a favor do estado democrático. Na carta, os representantes das entidades de Minas Gerais se mostram preocupados com o recente episódio da operação da Polícia Federal contra empresários bolsonaristas. E reforçam: “as entidades aqui representadas manifestam a sua preocupação com os últimos fatos ocorridos que culminaram na execução de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo bancário, bloqueio de conta de redes sociais, dentre outras, contra empresários nacionalmente reconhecidos”, diz o comunicado.
E prosseguem:” as ações violaram uma série de direitos individuais constitucionais basilares, previstos na Constituição (Carta Magna). Lembram que nela estão previstos os Direitos e Garantias Fundamentais, como a liberdade de manifestação do pensamento livre, liberdade de expressão”.
Reforçam ainda,” o comprometimento das entidades com a defesa desses direitos, esperando e confiando que a ordem democrática seja reestabelecida. Seja, por meio da revisão das medidas tomadas ou da adoção de medidas cabíveis e necessárias para coibir a repetição de ações violadoras dos comandos constitucionais. O que pode, segundo eles, “interferir na retomada econômica do país,em razão da insegurança jurídica criada.”
Entidades que assinam o documento
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), CDL BH (Câmara de Dirigentes Lojista) de Belo Horizonte, Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (CIEMG), o Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG), Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (FETCEMG), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas) e Federações das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL).

