Pesquisa revela que 53% dos empresários mineiros esperam por melhores vendas no Natal

Minas Gerais deve ser o segundo estado com maior impacto, movimentando R$ 5,59 bilhões no período.
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Mais da metade dos empresários vai investir em promoções e liquidações para atrair os consumidores. Foto: Divulgação/Fecomércio MG.

De acordo com pesquisa da Fecomércio MG, realizada semana passada, praticamente, às vésperas do Natal, mais da metade dos empresários mineiros esperam resultados melhores em relação ao último ano. O comércio varejista de Minas Gerais está otimista para as vendas no período, considerado o mais importante para o setor.

O levantamento feito pelo Núcleo de Inteligência e Pesquisa, da Fecomércio MG, apontou que 56,4% das empresas esperam por vendas melhores neste ano em relação a 2021. Apesar de otimistas, neste ano, o percentual de empresas que aguardam patamares mais elevados nas vendas é inferior ao último levantamento, quando 69,6% acreditavam em vendas maiores, em 2021.

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio(CNC), estima que, no Brasil, o período natalino deve movimentar R$ 65,01 bilhões em vendas, refletindo um aumento de 1,2% no faturamento, descontada a inflação. Minas Gerais deve ser o segundo estado com maior impacto, movimentando R$ 5,59 bilhões.

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O economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, destaca que o Natal impacta 77,7% das empresas varejistas do estado, sendo um bom momento para o setor: “Tradicionalmente, o Natal é a data mais relevante para o comércio, que redobra suas apostas em diversas estratégias para atrair o consumidor e concretizar vendas. Neste ano, temos um cenário mais favorável em termos emprego e renda, frente a 2021, porém, o momento ainda exige cautela e planejamento por parte das famílias e dos empresários”. Almeida pondera que, apesar do otimismo, o alto patamar de endividamento e inadimplência podem ser obstáculos às vendas. Ressalta também que a taxa de juros elevada acaba por encarecer o crédito, tornando-o mais restrito e, consequentemente, limitando a compra de bens de maior valor agregado.

Melhoria das vendas

Entre os motivos apontados para a melhora nas vendas do período segundo apontou a pesquisa da Fecomércio MG, estão: o valor afetivo da data (44,4%); expectativa/confiança (19,7%); aquecimento do comércio (13,5%); abrandamento da pandemia (10,3%); e o pagamento do 13º salário (9,0%). Mais da metade dos empresários (53,2%) vão investir em promoções e liquidações para atrair os consumidores e efetivar as vendas. Outros 51,3% ,vão usar propaganda como divulgação; e 17,6% em produtos e serviços.

Apesar de impactar todas as atividades, os principais beneficiados pelo Natal serão: varejo de vestuário e calçados (94,7%); livrarias e papelarias (90,0%); varejo alimentício (80,3%) e móveis e eletrodomésticos (75%).

Neste ano, 77,6% dos empresários acreditam que os consumidores começaram a realizar as compras a partir de segunda quinzena de dezembro. Porém, estimam que o gasto médio não deve ultrapassar o valor de R$ 200,00 para 62,3% dos entrevistados. “Esse comportamento reflete o comprometimento da renda familiar com compromissos financeiros já contratados. O alto endividamento faz com que a renda disponível ao consumo seja menor, sendo necessária uma atenção do consumidor em relação ao seu planejamento, e do empresário em relação às ações para atraí-lo ao seu negócio”, explica Almeida.

Formas de pagamento

O cartão de crédito parcelado (32,9%) e cartão de crédito em única parcela (24,9%)., são as formas preferidas de pagamento. Além dessa modalidade, também se destacam pagamentos em crediário ou carnês (6,7%); Pix (5,4%); à vista no dinheiro (4,8%); e à vista no cartão de débito (4,2%). 

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