Metrô de Belo Horizonte é privatizado

O grupo do setor rodoviário Comporte Participações S.A. venceu o leilão e será responsável pela gestão do metrô pelos próximos 30 anos. O grupo apresentou a única oferta no leilão, no valor de R$ 25,7 milhões.
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Foto: CBTU

Sem concorrentes, empresa ligada ao transporte rodoviário fez proposta com 33% de ágio. Grupo privado assumirá operação da Linha 1 da CBTU e deverá implantar a Linha 2 nos próximos anos.o leilão para concessão do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Metrô-BH), na B3, em São Paulo. A  empresa vencedora  ficará responsável por gerir, operar e manter a rede metroviária, com a revitalização da Linha 1 e a criação da Linha 2.

O critério de julgamento foi a maior proposta sobre o lance mínimo de R$19,3 milhões. São projetados R$ 3,7 bilhões de investimento, ao longo de 30 anos do contrato de concessão.

 A privatização do metrô de BH vem a contragosto do Sindimetro-MG (Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais), que promoveu protestos para tentar impedir o leilão.

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Os servidores do setor estão em greve desde o dia 14 de dezembro, pedindo a manutenção do emprego de 1.600 trabalhadores concursados na companhia e exigindo que o leilão seja suspenso.

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), líder da equipe de transição de Lula, enviou ofício ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo o adiamento do leilão do metrô de BH.

No entanto, ontem, o governador Romeu Zema (Novo) disse que havia conversado com Alckmin e que o leilão estava mantido. “Confirmei com Geraldo Alckmin que o Governo Federal vai seguir com o projeto que os mineiros esperam há mais de 20 anos”, publicou nas redes sociais.

O governador Romeu Zema e o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato, estiveram presentes na sessão pública .Zema afirmou que o leilão do metrô de BH demonstra que o Estado voltou a ter credibilidade e agradeceu ao vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) que, de última hora, desistiu de pedir a suspensão do processo.

“Estamos encerrando este meu primeiro governo com R$ 270 bilhões de investimentos privados atraídos para o estado, que voltou a ter credibilidade, coisa que não tinha no passado”, afirmou.

“Nesta semana, junto com o secretário de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, Marcato, em algum período cheguei a pensar que tudo ia dar errado. Quero deixar claro a gratidão ao vice-presidente eleito, que nos atendeu prontamente, disse que iria resolver e resolveu a questão”, completou.

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