O presidente Lula, que estava em Araraquara, interior de São Paulo, fez um pronunciamento, no fim da tarde onde anunciou intervenção federal em Brasília. Isso significa que o setor de segurança do DF, estará até o dia 31 de janeiro próximo, sob ordens do Governo. O decreto se deve a invasão dos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), que foram depredados.
Os prédios foram invadidos no incío da tarde desde domingo, por manifestantes apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro inconformados com o processo eleitoral e os resultado das eleições. A invasão começou após a barreira formada por policiais militares na Esplanada dos Ministério, que estava fechada, ter sido rompida.
O Congresso Nacional foi o primeiro a ser invadido, com os manifestantes ocupando a rampa e soltando foguetes. Depois eles quebraram vidro do Salão Negro do Congresso e danificaram o plenário da Casa. Na sequência invadiram o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).
As imagens mostram que os policiais militares que estavam nas proximidades do Congresso Nacional usaram sprays de pimenta em uma tentativa sem sucesso de conter os manifestantes.
Via redes sociais, o ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que “essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer“. Ele acrescentou ter ouvido do governo do Distrito Federal que o efetivo seria reforçado. “As forças de que dispomos estão agindo. Estou na sede do Ministério da Justiça“, escreveu o ministro.
Logo depois, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou, pelas redes sociais a demissão do atual secretário de Segurança Pública do Governo do Distrito Federal, Anderson Torres. Ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Torres, que se encontra nos Estados Unidos, disse, via Twitter, ter determinado ao setor de operações “providências imediatas para o restabelecimento da ordem no centro de Brasília“.
Rodrigo Pacheco, Presidente do Senado e do Congresso Nacional, disse repudiar “veementemente esses atos antidemocráticos“, que, segundo ele, deverão “sofrer o rigor da lei com urgência“.
O presidente da Câmara, Arthur Lira, publicou nas redes sociais que o Congresso Social jamais negou “voz a quem queira se manifestar pacificamente“. “Mas nunca dará espaço para a baderna, a destruição e vandalismo.” Na postagem, Lira diz que os responsáveis que “promoveram e acorbetaram esse ataque à democracia brasileira e aos seus principais símbolos devem ser identificados e punidos na forma da lei“.


