Reforma Tributária e as perspectivas do setor produtivo

Tema foi debatido na reunião da Câmara da Indústria de Metalurgia, Siderurgia e Mineração.

Na primeira reunião do ano da Câmara da Indústria de Metalurgia, Siderurgia e Mineração,  Fausto Varela, membro do Conselho, destacou o cenário econômico mundial, ressaltando um possível período de recessão no horizonte, apontado pela ansiedade que tomou conta dos mercados após o fechamento de bancos americanos e a queda das ações do Credit Suisse, uma das instituições mais sólidas do mundo. “O fantasma da crise financeira de 2008 está nos rondando e precisamos pensar em formas de nos desvencilhar dos possíveis impactos negativos”, pontuou, reforçando, a necessidade do setor produtivo se manter unido. 

“Individualmente, dificilmente se vence. Só encontraremos soluções trocando informações e construindo ideias em conjunto”, disse, lembrando que neste contexto, a participação do governo estadual é essencial. “Minas Gerais é  privilegiada, por ter um governador que prioriza o desenvolvimento econômico, a atração de negócios e a melhoria do ambiente de negócios do estado”.

Reforma Tributária – Apresentação do Grupo de Trabalho formado pelo Conselho Tributário para tratar da “Reforma do Sistema Tributário” foi o tema conduzido por  Luciana Mundim, gerente de  Assuntos Tributários da FIEMG. Ela detalhou o trabalho do GT da Federação e a reunião realizada com o GT criado pela Câmara dos Deputados. 

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FIEMG recebe deputados federais e debate reforma tributária

Federação defende alterações no sistema de cobrança de impostos e entrega sugestões a parlamentares.

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, recebeu na segunda-feira (20/03), na sede da Federação, em Belo Horizonte, os deputados federais por Minas Gerais Reginaldo Lopes e Newton Cardoso Júnior para um debate sobre diretrizes da reforma tributária.

Na ocasião, o líder empresarial entregou aos parlamentares um conjunto de propostas do setor produtivo para um relatório que será entregue ao Congresso pelos parlamentares. Reginaldo e Newton Cardoso compõem um grupo de trabalho criado na Câmara Federal para analisar a questão.

Para Roscoe, a reforma tributária pode contribuir para a melhoria da competitividade e o aumento do dinamismo do segmento no estado e no país, beneficiando a sociedade. No entanto, ele observou que alguns gargalos de tributação que envolvem taxação da folha de pagamento, segurança jurídica sobre incentivos fiscais concedidos, teto de cobrança tributária e desoneração das exportações, entre outros, precisam ser solucionados.

“A reforma é um anseio do setor industrial e entendemos que essa é uma grande oportunidade para o Brasil dar um salto de desenvolvimento econômico e social”, disse. Flávio Roscoe destacou a importância do debate com os parlamentares para “construção de uma proposta que seja melhor para o Brasil”.

Sinergia 

Coordenador do grupo de trabalho, Reginaldo Lopes disse que as propostas defendidas pelo setor produtivo mineiro convergem com o que os parlamentares veem debatendo com outros segmentos da sociedade. O deputado federal detalhou alguns pontos importantes contemplados pelas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) PEC 45/2019 e 110/2019 da Câmara e do Senado, respetivamente, bem como os seus impactos na economia. 

Entre eles, está a substituição de cinco tributos atuais – IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS – por um por dois impostos sobre valor adicionado (IVA) e um Imposto Seletivo (IS) extrafiscal. “As duas PECs contêm travas que impedem o aumento da carga tributária global sobre o consumo”, afirmou.

Reginaldo vê uma sinergia de interesses em torno da reforma tributária, o que ele considera importante para a aprovação da matéria no Congresso. Ele espera que relatório do grupo de trabalho seja entregue ao plenário da Câmara no fim de maio para apreciação.

O deputado Newton Cardoso Júnior (foto) também acredita que há um cenário favorável para o Brasil superar algumas dificuldades do sistema tributário em decorrência do diálogo com diversos setores da sociedade, incluindo a indústria. “Depois de mais de 30 anos de discussão, nós temos uma oportunidade única de finalmente aprovar a reforma tributária no Congresso. É um assunto apartidário que transita no Legislativo, com aspecto de estado”. Cardoso lembrou ainda da importância da contribuição da FIEMG na formatação da proposta, especialmente no que diz respeito à desburocratização, simplificação e não cumulatividade de tributos.

O secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), Luiz Cláudio Fernandes, afirmou que o governo de Minas é favorável à proposta e consideram que o novo texto vai assegurar autonomia tributária dos estados e municípios. “Importante termos um país com uma regra homogênea e uniforme. Todos nós que pagamos tributos sabemos a dificuldade que é pagar e, depois, ter que discutir com o Judiciário o ICMS. Queremos ultrapassar isso”, finalizou.

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