Produção Industrial volta a crescer depois de seis meses

A pesquisa Sondagem Industrial de março mostrou elevação da atividade: a produção voltou a crescer, após seis meses em queda, e o emprego aumentou pela segunda vez seguida.
Pesquisa foi divulgada ontem. Foto: José Paulo Lacerda/arquivo CNI.

O índice de evolução da produção em Minas Gerais cresceu em relação a fevereiro e alcançou 56,3 pontos.

É o que mostra a pesquisa ‘’Sondagem Industrial’’ referente ao mês de março divulgada ontem pela Fiemg. O levantamento mostra que após seis meses de queda, o índice de evolução da produção em Minas Gerais cresceu em relação a fevereiro e alcançou 56,3 pontos. Em relação ao número de empregados, também houve avanço pelo segundo mês consecutivo, influenciado pelo número de dias úteis em março.

A pesquisa destaca ainda que, no primeiro trimestre do ano, os indicadores financeiros das empresas pioraram. Além disso, em março, as indústrias encerraram o mês com acúmulo indesejado de estoques.

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Os empresários seguem otimistas quanto à demanda, à compra de matérias-primas e ao emprego no próximo semestre, segundo  o estudo. Por outro lado, após três anos, a elevada carga tributária voltou à primeira posição da lista dos principais problemas enfrentados pelas indústrias.

A pesquisa Sondagem Industrial de março mostrou elevação da atividade: a produção voltou a crescer, após seis meses em queda, e o emprego aumentou pela segunda vez seguida. Essa expansão já era esperada, dado o maior número de dias úteis no mês. Em linha com o avanço da atividade, os estoques de produtos finais cresceram, e ficaram acima do nível planejado pelas empresas. A utilização da capacidade instalada seguiu abaixo da habitual para o mês de março, sinalizando que a indústria operou com ociosidade.

Os indicadores financeiros do primeiro trimestre do ano pioraram em relação à leitura do trimestre anterior, e mostraram empresários insatisfeitos com as margens de lucro e com as condições de acesso ao crédito. No que se refere aos principais problemas enfrentados pelo setor industrial, a elevada carga tributária ficou na primeira posição no ranking, após permanecer por 12 trimestres em segundo lugar na lista.

No cenário prospectivo, os industriais esperam que a demanda, a compra de matérias-primas e o número de empregados aumentem nos próximos seis meses. Entretanto, as expectativas ficaram abaixo das apuradas há um ano. As intenções de investimento registraram crescimento em abril.

O índice de evolução da produção avançou 8,5 pontos em relação a fevereiro (47,8 pontos), marcando 56,3 pontos em março. Após seis meses mostrando queda, o indicador voltou a sinalizar aumento da produção, ao ficar acima dos 50 pontos – limite entre queda e elevação. Essa expansão era esperada, pois março possui mais dias úteis que fevereiro e os dados não passam por ajuste sazonal.

Por sua vez, frente a março de 2022 (57,4 pontos), o índice caiu 1,1 ponto.

O indicador de evolução do número de empregados cresceu 1,2 ponto ante fevereiro (51 pontos) e registrou 52,2 pontos em março.

O índice mostrou aumento do emprego pelo segundo mês consecutivo, ao ficar acima dos 50 pontos. 

Comparativamente a março de 2022 (52,4 pontos), o indicador registrou pequena queda, de 0,2 ponto

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