Campanha de vacinação contra gripe é prorrogada em Minas

​A meta preconizada pelo Ministério da Saúde para esses grupos é de 90% de cobertura vacinal. Porém, até o momento, Minas Gerais atingiu 46,38% para essa população, estimada em 8.518.665 pessoas. No grupo de crianças e gestantes, essa cobertura é mais baixa, sendo de 34,90% e 39,31%, respectivamente.
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A vacina é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado. Foto: Fábio Marchetto/SES-MG.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) prorrogou a Campanha de Vacinação contra Influenza até 31 de julho para a população com mais de seis meses de idade.

A vacina é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado.

De acordo com o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, a decisão visa ampliar a cobertura vacinal, especialmente para os grupos prioritários, que são:

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Crianças de seis meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);

Trabalhador da saúde (todos os trabalhadores da saúde dos serviços públicos e privados, nos diferentes níveis de complexidade);

Gestantes e puérperas; professores do ensino básico e superior; povos indígenas;

Idosos com 60 anos ou mais de idade;

Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento e das Forças Armadas;

Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; pessoas com deficiência permanente;

Caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso; trabalhadores portuários;

População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade; 

Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.

​A meta preconizada pelo Ministério da Saúde para esses grupos é de 90% de cobertura vacinal. Porém, até o momento, Minas Gerais atingiu a cobertura de 46,38% para essa população, estimada em 8.518.665 pessoas. No grupo de crianças e gestantes, essa cobertura é ainda mais baixa, sendo de 34,90% e 39,31%, respectivamente.

“A vacinação foi ampliada até 31/7 por dois motivos, primeiro porque estamos no período sazonal de doenças respiratórias e é necessário aumentar a proteção da população, mas também porque está sobrando vacinas, porque nosso grupo alvo não atingiu a meta, crianças em especial não ultrapassaram 40% de vacinação”, disse o secretário de Estado de Saúde.

Baccheretti reforça que, com a vacinação, há a redução não apenas do risco de se desenvolver a doença, mas também das hospitalizações e, principalmente, dos óbitos relacionados à gripe. Por isso, é de extrema importância que as pessoas procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima para se imunizar.

“A vacinação anual contra a influenza está acontecendo desde o início de abril e, neste momento, o imunizante também está disponível para toda a população acima de seis meses de idade”, reforça.

Novas doses

Minas Gerais recebeu, até o momento, 7.467.960 doses de vacina contra influenza. Para garantir a campanha até o dia 31/7, a SES-MG já solicitou mais um milhão de novas doses ao Ministério da Saúde. A previsão é que os imunobiológicos cheguem ao estado ,até amanhã,  quinta-feira 1º de junho.

Assim que as novas doses chegarem a Minas, será feito o processo de conferência, acondicionamento e separação para distribuição imediata aos municípios por meio das Unidades Regionais de Saúde.

A responsabilidade pela operacionalização da vacinação em seus territórios é dos municípios. A população, deve procurar informações nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mais próximas de sua casa sobre o planejamento para a administração da vacina.

Cenário em Minas

Até março de 2023, foram registrados em Minas Gerais 469 internações hospitalares por Influenza. Em 2022, foram 3.244 internações por influenza no estado. Este ano, até 5/5, haviam sido registrados quatro óbitos pela doença. No ano passado, 132 pessoas morreram vítimas de influenza.

A transmissão do vírus influenza ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar, e também pelas mãos, que após contato com superfícies recém‐contaminadas por secreções respiratórias, podem levar o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz.

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