Deputada pede cassação de Gabriel Azevedo
Um pedido de cassação do seu sucessor, o vereador Gabriel Azevedo (sem partido), por quebra de decoro parlamentar foi apresentado, nesta segunda-feira pela ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, a hoje deputada federal Nely Aquino (Podemos).
Em nota, o parlamentar disse que o grupo político da deputada “vendeu a alma” para o prefeito Fuad Noman (PSD) e coagiu vereadores.
Gabriel Azevedo e Nely Aquino eram aliados, mas romperam relações políticas nas últimas semanas. A ex-presidente da Câmara de BH integra o grupo político comandado pelo atual secretário de Casa Civil do Governo de Minas, Marcelo Aro, que se alinhou ao prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, nos últimos meses.
A reportagem apurou que o pedido de cassação de Gabriel Azevedo foi assinado por Nely porque ela liderou o apoio do grupo político à candidatura vitoriosa dele à Presidência da Câmara no início deste ano.
Quebra de decoro
A denúncia de quebra de decoro parlamentar, segundo o itatiaia. com, tem 12 páginas e foi encaminhada ao primeiro vice-presidente da Casa, vereador Juliano Lopes (Agir), aliado de Nely. “O Presidente da Câmara Municipal é o próprio denunciado, o que caracteriza seu impedimento tanto para o exercício desta atribuição quanto para votar em qualquer questão referente à denúncia”, diz trecho do documento.
O ofício lista cinco motivos para defender a cassação de Gabriel Azevedo, entre eles abuso de autoridade, agressões verbais a outros vereadores, atuação irregular na CPI da Lagoa da Pampulha e uma polêmica envolvendo o corregedor do Legislativo municipal, Marcos Crispim.
De acordo com a denúncia da deputada federal Nely Aquino, Azevedo teria antecipado, no dia 10 de julho, à Itatiaia, uma “atribuição de culpa ao ex-secretário municipal Josué Valadão” por conta das investigações relacionadas à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lagoa da Pampulha.
“Naquela ocasião, o denunciado afirma ter lido o relatório da CPI e que haveria o indiciamento de várias pessoas, afirmando, ainda que o então secretário Josué Valadão estaria envolvido em uma ‘fábrica de corrupção’“, diz trecho do documento.

