Dólar fecha no maior valor desde maio, R$ 5,04

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Dólar fecha no maior valor desde maio. Foto: Marcello Casal Jr/Agência BR.

Influências domésticas e externas levam o dólar a superar marca significativa

O dólar comercial encerrou hoje as negociações vendido a R$ 5,048, marcando uma alta de R$ 0,061 (+1,22%) e voltando a ultrapassar a barreira de R$ 5 pela primeira vez em quatro meses. Exceto pelos primeiros momentos de negociação, a cotação permaneceu acima de R$ 5 ao longo da sessão, alcançando o pico de R$ 5,08 por volta das 14h30. Esse desempenho coloca a moeda norte-americana no seu patamar mais elevado desde 31 de maio, quando encerrou em R$ 5,07. No acumulado de setembro, o dólar registra uma alta de 1,96%, embora tenha uma queda de 4,93% no ano de 2023.

Pequena recuperação na bolsa de valores encerra sequência de quedas

A bolsa de valores teve um dia de leve recuperação, encerrando uma sequência de cinco quedas. O índice Ibovespa, da B3, fechou em 114.327 pontos, com uma pequena alta de 0,12%. Enquanto ações de petroleiras, mineradoras e companhias aéreas apresentaram fortes altas, os papéis de bancos e varejistas registraram quedas.

Pressões externas e Selic em queda contribuem para alta do dólar

O dólar vem apresentando sua terceira alta consecutiva, impulsionada pela indicação do Federal Reserve (Fed), o Banco Central norte-americano, de possíveis aumentos nos juros básicos nos Estados Unidos até o final do ano. Essa medida visa conter a inflação e aquecer a maior economia do planeta. Paralelamente, as taxas de longo prazo dos títulos do Tesouro norte-americano, considerados os investimentos mais seguros do mundo, atingiram o nível mais alto desde 2013. Esse cenário tem resultado na fuga de capitais de países emergentes, incluindo o Brasil.

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Além disso, o atual ciclo de queda da taxa Selic, os juros básicos da economia brasileira, também exerce pressão sobre o dólar. Apesar de ainda estarem entre os maiores do mundo, a diferença entre as taxas brasileiras e norte-americanas tem diminuído, intensificando esse impacto.

Desafios fiscais alimentam o pessimismo entre investidores

A dificuldade do governo em cumprir a promessa de zerar o déficit primário no próximo ano tem contribuído para o pessimismo entre os investidores. Essas incertezas adicionam uma camada de complexidade ao atual cenário econômico.

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