O comércio com a China em 2022 registrou US$ 150 bilhões.
Atualmente, a China é o principal parceiro comercial do Brasil, registrando uma corrente de comércio de US$ 150 bilhões em 2022. O volume expressivo de importações de insumos básicos pela China, como minério de ferro, soja e petróleo, impulsionou o comércio com a segunda potência econômica mundial.
Objetivos da comitiva
A comitiva da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) encontra-se em uma missão à China, composta por cerca de 180 participantes, com o propósito de fomentar negócios e investimentos, fortalecendo as relações bilaterais entre Minas Gerais e a China. O patrocínio principal é providenciado pela Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (CODEMGE), Vale, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), J.Mendes e Gerdau, em parceria com a Arcelormittal e Samarco, com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC).
Destaques da Missão
Durante a Missão à China, estão programadas agendas de negócios, incluindo visitas à feira CIIE, o Brasil China Business Fórum e grandes empresas e centros de inovação e tecnologia. Além disso, serão realizadas visitas para atrair investimentos nas cidades de Nanjing, Xuzhou, Pequim e Xangai. Com a China contribuindo com 26,8% das exportações totais do Brasil e 22,3% das importações, Alexandre Brito, do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIEMG, ressalta a importância do país como um significativo importador de máquinas e aparelhos elétricos, produtos químicos orgânicos, máquinas e equipamentos, fertilizantes e outros produtos químicos.
Brito enfatiza o papel de Minas Gerais nesse relacionamento, mantendo uma corrente de comércio de quase US$ 20 bilhões e superávit comercial de US$ 9,5 bilhões, sendo o principal estado exportador para a China. Produtos como minério de ferro, soja, carne bovina, ferro ligas, açúcar, celulose, cobre, carne de aves e ferro gusa são os principais destaques das exportações do estado, com potencial de expansão, assim como minérios de alumínio, manganês, lítio, milho, algodão, entre outros.
Por outro lado, os produtos importados incluem eletroeletrônicos, carvão, máquinas e produtos químicos, evidenciando a diversidade das relações econômicas entre Minas Gerais e a China, que vão além do comércio externo.




