Câmara de BH solicita dados sobre crimes cibernéticos e violência no Anel Rodoviário

CMBH quer saber sobre crimes ciberneticos 15 6 25 Balcao News CMBH quer saber sobre crimes ciberneticos 15 6 25 Balcao News
Busca saber quantos golpes foram aplicados por telefone ou por aplicativos de bancos. Foto: Dara Ribeiro/CMBH.

 Preocupada com o aumento dos crimes digitais e da violência urbana, especialmente nas áreas mais vulneráveis da capital mineira, a Comissão de Administração Pública e Segurança Pública da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou dois requerimentos para obter dados estatísticos sobre criminalidade na cidade.

O primeiro pedido, de autoria do vereador Arruda (Republicanos), solicita à Polícia Civil e à Polícia Militar de Minas Gerais informações detalhadas sobre os crimes cibernéticos registrados em Belo Horizonte, com foco nos de natureza financeira, como clonagem de cartões, fraudes em empréstimos e invasões de contas bancárias.

O documento também busca saber quantos golpes foram aplicados por telefone ou por aplicativos de bancos, e quantas vítimas têm 60 anos ou mais.

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A solicitação se baseia em pesquisa do Instituto DataSenado, divulgada em 2024, que revelou que um em cada quatro brasileiros com mais de 16 anos foi vítima de golpe digital nos 12 meses anteriores. Segundo o estudo, mais de 40,85 milhões de pessoas tiveram perdas financeiras causadas por esse tipo de crime. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública também registrou uma mudança no perfil da criminalidade: enquanto os roubos físicos a bancos caíram 30%, os estelionatos digitais aumentaram 13,6%.

O segundo requerimento, apresentado pelo vereador Neném da Farmácia (PSD), tem como foco o Anel Rodoviário de BH, especialmente o trecho recentemente municipalizado, alvo frequente de denúncias por parte dos moradores. A Comissão pede à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública dados atualizados sobre a ocorrência de crimes como roubos, furtos, sequestros-relâmpago, homicídios, tráfico e crimes contra cargas.

O documento também questiona as ações de segurança previstas e em andamento na região, como patrulhamento policial, número de viaturas e efetivo, frequência de rondas, uso de câmeras de vigilância, radares, leitores de placas, integração tecnológica com centros de controle e parcerias entre o Estado e o Município.

“Precisamos de dados concretos para cobrar providências eficazes. A população está vulnerável, tanto no espaço físico quanto no digital. É nosso dever garantir que o poder público atue com planejamento e transparência”, afirmou o vereador Arruda.

A Comissão acompanhará o envio das informações solicitadas e poderá propor medidas legislativas ou de fiscalização com base nos dados recebidos.

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