Belo Horizonte se prepara para pulsar ao som, ao sabor e às cores vibrantes da tradição afro-mineira. No dia 29 de junho, das 9h às 17h30, o bairro Céu Azul acolhe o Festival Mãos de Raça, uma iniciativa gratuita e aberta a toda comunidade, que enaltece a riqueza cultural e histórica herdada de matrizes africanas que moldaram Minas Gerais e, consequentemente, o Brasil.
Celebração viva das afromineiridades
Mais do que um evento, o Mãos de Raça ergue-se como manifestação da identidade afro-mineira, uma força que resiste, floresce e se reinventa a cada geração. A programação foi costurada com esmero: cortejos de Congados e Folia de Reis, ícones do sincretismo religioso, dividem espaço com barracas de artesanato e quitutes carregados de ancestralidade.
Tradição que alimenta corpo e alma
Para quem deseja explorar os sabores autênticos, o festival oferece um banquete de iguarias: pastel de angu, acarajé fumegante, tapioca fresquinha, feijão tropeiro com tempero de casa de avó, angu à baiana, caldos robustos e canjica cremosa. Cada prato é, por si só, um elo com a história, nutrindo memórias e aquecendo corações.
Arte, canto e movimento
O domingo promete ser embalado por ritmos, vozes e danças que traduzem a resistência cultural negra. O cortejo de abertura, previsto para as 9h, marca o início da jornada. Ao longo do dia, o público poderá prestigiar performances do Coletivo Adayeba, apresentações de capoeira com o Arte Quilombo Capoeira, além de shows de Luter Nguzuale & Banda e do Laura Souza Trio, que prestarão tributo às mulheres do samba, outro símbolo de resistência e poesia.
Oficinas e saberes que ecoam
Não se limita ao palco e ao tabuleiro de quitutes. O Mãos de Raça ultrapassa os limites do evento, entrando em escolas públicas com oficinas, palestras e distribuição de cartilhas educativas. Esse compromisso pedagógico fortalece o resgate da memória afro-brasileira, perpetuando conhecimentos que muitas vezes foram silenciados, mas jamais esquecidos.
Vozes que iluminam a herança afro
Para Dom Moraes, presidente da Ação Social Cristo Rei — entidade responsável pela realização do festival — a cultura afro-brasileira é um esteio incontornável da nossa identidade nacional. Nas palavras dele, “Cada canto, cada dança, cada artefato conta uma história de luta, fé e resiliência. O Mãos de Raça não é apenas um evento, mas um chamamento para celebrarmos a estética dessas heranças, conectando o sagrado, o cotidiano e a coletividade. Queremos perpetuar esses saberes e entregar esse legado, vivo e pulsante, para as novas gerações”.
Aliança de forças para fortalecer raízes
Este grande encontro só se concretiza graças à soma de esforços. O festival conta com o patrocínio da Cemig, produção da Cria-me Projetos e Eventos, apoio da Prefeitura de Belo Horizonte e realização da Ação Social Cristo Rei, Tem, Ama, Minas e Governo de Minas Gerais. A união dessas instituições reafirma o valor de investir em cultura como ferramenta de transformação social.

Serviço: onde e quando celebrar
Festival Mãos de Raça – Edição 2025
Data: 29 de junho de 2025
Horário: 09h às 17h30
Local: Rua dos Navegantes (entre Rua Padre Paulo Rególio e Rua Radialista José Junquilho), bairro Céu Azul, Belo Horizonte.
Programação
9h00 às 12h00: Cortejo e apresentações de Congados e Folias de Reis;
12h30 às 13h15: Performance artística: Coração Tambor – Coletivo Adayeba;
13h45 às 14h45: Show musical: Meu Samba é Reza – Luter Nguzuale & Banda;
15h00 às 15h45: Apresentação de Capoeira: Herança em Movimento – Arte Quilombo Capoeira;
16h00 às 17h00: Show musical: Homenagem às Mulheres do Samba – Laura Souza Trio;
17h30: Encerramento festivo.
Belo Horizonte se torna, mais uma vez, espaço de convergência para histórias que resistem ao tempo. O Festival Mãos de Raça é convite aberto para que cada cidadão mergulhe nas raízes da cultura afro-mineira, reconhecendo nelas a força que constrói identidades, transforma realidades e floresce esperança.
Compareça. Participe. Deguste. Dance. Encante-se. E, sobretudo, carregue consigo um pouco dessa herança que, tão silenciosa em alguns momentos da história, agora ecoa alto, livre e vibrante pelas ruas do Céu Azul.
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