Projeto prevê exigir exame toxicológico para agentes públicos em BH

CMBH quer exame toxicologico para servidores Rafaella Ribeiro Balcao News 17 7 25 CMBH quer exame toxicologico para servidores Rafaella Ribeiro Balcao News 17 7 25
Toxicológico será critério de aptidão. Foto: Rafaella Ribeiro/CMBH.

A Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou o parecer que considera constitucional, legal e regimental o Projeto de Lei 251/2025.

A proposta, de autoria dos vereadores Pablo Almeida e Uner Augusto (ambos do PL), prevê a obrigatoriedade do exame toxicológico para servidores públicos, empregados públicos e agentes com função pública municipal, como parte da avaliação médica de aptidão para o trabalho.

Segundo o texto, o resultado do exame será decisivo para determinar a aptidão do candidato ou agente público ao desempenho das funções.

Mudanças para adequação jurídica

O relator do projeto, vereador Vile (PL), apresentou emenda substitutiva para corrigir pontos considerados inconstitucionais. A nova redação delimita com mais clareza que o exame toxicológico será exigido apenas na fase pré-contratual, em processos seletivos temporários.

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Além disso, a aplicação para cargos efetivos deverá estar prevista expressamente em edital, com justificativa técnica adequada, conforme a natureza da função e os riscos atrelados ao uso de substâncias psicoativas ilícitas.

Quem será submetido ao exame

O projeto abrange agentes públicos — sob regime efetivo ou temporário — que atuem em áreas sensíveis como:

  • Emeis e Umeis (educação infantil);
  • Creches e abrigos institucionais;
  • Conselhos tutelares
  • Conselho Municipal de Juventude(Comjuve).
  • Também poderá ser exigido de servidores admitidos por concurso público e de empregados públicos contratados sob a CLT.

Ficam garantidos aos trabalhadores os direitos à contraprova, confidencialidade dos resultados e ampla defesa.

Saúde, segurança e responsabilidade

De acordo com os autores, o objetivo é “resguardar o interesse público”, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro, ético e eficiente. A medida é vista como uma ação preventiva que fortalece a responsabilidade administrativa e reduz riscos à integridade de terceiros, especialmente em funções que envolvem contato direto com a população.

“O uso indevido de substâncias psicoativas compromete o desempenho e pode colocar vidas em risco”, reforçam os parlamentares na justificativa do PL.

Após o aval da CLJ, o projeto segue para as comissões de:

  • Administração Pública e Segurança Pública,
  • Saúde e Saneamento,
  • Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor.

Para ser aprovado, o texto precisa passar por dois turnos no Plenário, com voto favorável de, no mínimo, 21 vereadores. Se aprovado, segue à sanção ou veto do Executivo.

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