O Brasil atravessa uma transição demográfica acelerada: em 2022, a população com 60 anos ou mais já somava 32 milhões de pessoas, representando cerca de 15% da população total.
Essa parcela dobrou em relação a décadas anteriores e continua crescendo de forma expressiva — por isso, em breve, os idosos serão mais numerosos do que as crianças no país .
Com o envelhecimento populacional, cresce também a importância dos cuidados com a saúde ocular, especialmente nos homens, que tendem a buscar menos a prevenção.
Entre os problemas oculares mais frequentes temos o glaucoma, doença silenciosa que afeta o nervo óptico e pode levar à cegueira irreversível, especialmente em pessoas com mais de 60 anos.
Outra doença ocular que merece destaque é a retinopatia diabética, complicação comum do diabetes. Estima-se que a retinopatia afete até 40% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 25% com tipo 2, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. No Brasil, mais de 7 milhões de pessoas com diabetes estão em risco, reforçando a importância do exame de fundo de olho anual para diagnóstico precoce.
Outra condição importante é a DMRI, Degeneração Macular Relacionada à Idade, que afeta a mácula, área da retina responsável pela visão central. Os sintomas incluem visão central embaçada, distorcida ou com manchas escuras, o que compromete atividades como leitura, escrita e reconhecimento de rostos.
Também devemos nos preocupar com traumas oculares, ceratocone, daltonismo, descolamento de retina (mais comum em homens com histórico de trauma ou miopia alta) e síndrome do olho seco, cuja prevalência tem aumentado devido ao uso prolongado de telas e exposição a ambientes climatizados.
Diante desse cenário, a prevenção é essencial.
A recomendação é realizar exames oftalmológicos regulares — especialmente a partir dos 40 anos — para detectar precocemente condições que podem comprometer a visão e a qualidade de vida.


