Segurança jurídica guia debate na Fiemg sobre a construção em Minas

BANNER MINISTRO 1024x428 2 BANNER MINISTRO 1024x428 2

Encontro reúne lideranças e autoridades

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) sediou, nesta segunda-feira (18), o evento “Segurança Jurídica, Investimento e Desenvolvimento no Setor da Construção e Infraestrutura”, realizado em parceria com o SINDUSCON-MG, o SICEPOT-MG e o Instituto Iter.

A iniciativa reuniu representantes do Judiciário, empresários e especialistas para discutir como a previsibilidade legal e regulatória influencia diretamente a atração de investimentos e o fortalecimento dos setores de construção civil e infraestrutura.

Autoridades presentes ao encontro

A abertura contou com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, responsável também pela aula magna. Participaram ainda:

Publicidade

  • Flávio Roscoe, presidente da FIEMG;
  • Raphael Lafetá, presidente do SINDUSCON-MG;
  • Bruno Baeta Ligório, presidente do SICEPOT-MG;
  • Luciano Benetti Timm, coordenador do Instituto Iter.

Flávio Roscoe destacou o papel da estabilidade legal como motor do desenvolvimento: “A segurança jurídica é uma das principais bases para destravar investimentos e garantir que projetos de longo prazo saiam do papel”, afirmou.

Na mesma linha, o ministro André Mendonça reforçou que estabilidade institucional é condição indispensável para o crescimento econômico: “Segurança jurídica não é apenas um pilar institucional, mas um requisito para o desenvolvimento. A iniciativa privada não pode ser tratada como inimiga do setor público”.

Construção civil pede diálogo aberto

O presidente do SINDUSCON-MG, Raphael Lafetá, ressaltou a importância da aproximação entre o setor produtivo e o Judiciário: “A construção civil depende de um sistema jurídico coerente. O diálogo é essencial para corrigir distorções e avançar em segurança regulatória”.

Bruno Baeta Ligório, do SICEPOT-MG, destacou a urgência de pensar infraestrutura como projeto de longo prazo: “Sem segurança jurídica, o risco afasta capital e trava o desenvolvimento. Este debate é essencial para estruturar um setor mais confiável”.

O coordenador do Instituto Iter, Luciano Benetti Timm, reforçou a importância da base técnica no processo de tomada de decisão: “Nosso papel é oferecer conhecimento jurídico e técnico para apoiar escolhas mais equilibradas e transparentes. A instabilidade normativa afeta fortemente a construção civil, e isso precisa ser superado com base em evidências”.

Painéis e debates especializados

A programação trouxe discussões de alto nível. O painel “Justiça do Trabalho e Supremo Tribunal Federal – Impactos Regulatórios para a Construção Civil” foi conduzido pelo ministro do TST, Caputo Bastos, e pela juíza do TRT-3, Ana Fischer.

No encerramento, o desembargador do TJMG, Marcelo Milagres, trouxe a visão do Judiciário mineiro, acompanhado da professora do Insper, Luciana Yeung, que agregou análises acadêmicas ao debate.

Leia também:

BH é destaque nacional em políticas públicas de segurança alimentar

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Share this