FIEMG cobra ação contra tarifa dos EUA

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O principal pedido da entidade é a agilização na aplicação de medidas antidumping. Foto: Ricardo Stuckert/PR.

Documento entregue ao presidente Lula

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, entregou nesta sexta-feira (29), em Contagem, um documento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com medidas emergenciais para reduzir os impactos da tarifa adicional de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O principal pedido da entidade é a agilização na aplicação de medidas antidumping, a fim de proteger empresas e empregos no país.

Pleito da indústria mineira

Segundo Roscoe, embora existam processos em andamento, muitas vezes as medidas provisórias previstas em lei não são aplicadas, deixando o setor produtivo exposto à concorrência desleal.

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Sempre que houver determinação preliminar confirmando dumping e dano à indústria brasileira, os direitos antidumping devem ser aplicados de forma imediata. Trata-se de proteger empresas, investimentos e empregos”, afirmou.

O dirigente destacou dois setores críticos:

  • Aço: mesmo com investigações em curso, as importações da China cresceram 50% no primeiro semestre de 2025, com preços até 10% menores.

  • Malha de poliéster: atualmente sob investigação, já registra aumento de 245% nas importações em relação a 2021, também com preços mais baixos.

Medidas emergenciais propostas

Além da questão antidumping, o documento sugere ações complementares ao que já vem sendo avaliado pelo governo federal, entre elas:

  • Suspensão de prazos ambientais, incluindo taxas de fiscalização, nos moldes da pandemia de COVID-19;

  • Parcelamento de contas de energia e flexibilização da demanda contratada;

  • Medidas trabalhistas alternativas, como férias antecipadas, banco de horas com até 18 meses para compensação, suspensão temporária de contratos para cursos de qualificação e flexibilização do FGTS;

  • Ajustes tributários, como postergação de IRPJ e CSLL, aumento dos créditos do Reintegra de 0,10% para 3% e maior flexibilidade na compensação de créditos fiscais.

Apoio do setor produtivo

As propostas contam com apoio do Fórum Estadual Pró-Emprego e Renda, que reúne entidades empresariais e centrais sindicais mineiras.

Para Roscoe, a adoção rápida das medidas é essencial para evitar danos irreversíveis a setores estratégicos, como o aço e a indústria têxtil, já impactados pelo aumento das importações a preços artificialmente baixos.

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