Vereador cobra respostas sobre projetos
A indefinição em relação a obras essenciais no Anel Rodoviário de Belo Horizonte foi tema de audiência pública realizada ontem, quinta-feira (11/9), na Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal.
O debate foi solicitado pelo vereador Irlan Melo (Republicanos), que anunciou o envio de um pedido de informações à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e à Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais (Seinfra-MG).
O parlamentar destacou a urgência na ampliação de faixas no trecho do pontilhão da linha férrea, entre os bairros das Indústrias e Vista Alegre, orçada em R$ 44 milhões, além de outras obras para reduzir acidentes e melhorar a fluidez no trânsito.
Ele também criticou a ausência de representantes do governo estadual e das concessionárias Metrô BH e VLI Logística, responsáveis pelo metrô e pelo transporte ferroviário.
Linha 2 do metrô e impacto no trânsito
Irlan Melo lembrou que a previsão para o funcionamento da Linha 2 do metrô é 2028, o que torna ainda mais urgente a duplicação das pistas no pontilhão ferroviário. Ele afirmou que pretende marcar uma nova audiência em novembro:
“Prefeito Álvaro Damião, diga ‘sim’ ao alargamento do pontilhão. A cidade precisa disso com urgência.”
Outras intervenções necessárias
Além do pontilhão, os vereadores Irlan Melo e Braulio Lara (Novo) citaram outras obras necessárias no Anel, como:
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Alargamento do viaduto sobre a Avenida Amazonas;
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Construção de uma segunda área de escape;
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Trincheira de saída do bairro Buritis;
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Nova passarela no bairro Vila Nova Paraíso.
Segundo Braulio Lara, já existe um projeto executivo pronto para o viaduto da Avenida Amazonas e para o pontilhão da linha férrea, incluindo cálculos de engenharia, fundações e topografia. “O que precisamos é definir se será utilizado esse projeto ou se um novo deverá ser feito, e se a responsabilidade será do Estado ou do Município”, disse.
Posição da Sudecap
A representante da Sudecap, Valéria Rodrigues da Rocha, informou que a execução das obras depende de orientações da Superintendência de Mobilidade Urbana (Sumob), que ainda não foram repassadas. “Assim que a Sumob determinar, daremos prioridade ao projeto do pontilhão”, afirmou.
Melhorias em andamento
O assessor da presidência da BHTrans, Leandro Martins Morais, afirmou que há negociações com o governo estadual, mas sem prazo definido. Ele citou medidas em andamento, como:
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Instalação de 62 faixas de fiscalização eletrônica em 23 pontos do Anel;
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Previsão de mais 40 faixas até 2026;
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Redução da velocidade máxima para 70 km/h (veículos leves) e 60 km/h (pesados);
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Estudos para restringir caminhões à faixa da direita.
Ações de manutenção
O diretor de Manutenção de Infraestrutura Viária da Suzurb, Maurício Cangussú, lembrou que a Prefeitura é responsável pela conservação do Anel após a municipalização.
Entre os trabalhos realizados, citou o recapeamento de 7 km de acessos, instalação de juntas de dilatação em viadutos, revitalização de duas passarelas e limpeza de 46 dispositivos de drenagem e 22 bocas de lobo.
Próximos passos
Como encaminhamento, os vereadores definiram o agendamento de uma nova audiência pública e o envio de um requerimento formal de informações à PBH e ao governo de Minas.
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