Nada – Poema de Ocasião por João Café

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Nada - Poema de Ocasião por João Café.

Nada

Nada,
absolutamente nada.
Nada me vem,
nada convém,
nada me tem.
Nada.
Nada que eu sinta
ainda que eu minta,
nada.
Nada mesmo
nem a esmo,
nada.
Só um marasmo,
um simples espasmo.
O resto é nada.
E isso é tudo.

                   João Café

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João Café – Poeta de Ocasião: Romântico, louco, apaixonado, cheio de dúvidas, tristonho, animado, alegre, crédulo, decente, por vezes discrente. Humilde, e até humilhado, às vezes enganado, contador de anos e de tantos desenganos. Totalmente inclinado pro lado do bem e do respeito mútuo, também. Leitor curioso, poeta de ocasião, escritor de causos por pura diversão. Praticante do perdão e pensador – cada pensamento é uma oração e cada qual sabe a sua dor. Amante da vida, amigo do amigo, louco pela família, quem mexe com ela é inimigo. Crente no verbo amar, na criança, e em tudo que traz esperança, em tudo que ainda virá! Que sempre acredita que vai dar pé! Prazer, e você, quem é?

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