Alimentação fora de casa mostra recuperação

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De acordo com levantamento da Abrasel, apenas 16% dos estabelecimentos encerraram o mês em prejuízo. Foto: Divulgação/Abrasel.

Setor tem menor índice de prejuízo desde 2020

O setor de alimentação fora do lar registrou em agosto o menor índice de empresas operando no vermelho desde o início da pandemia de Covid-19 no Brasil.

De acordo com levantamento da Abrasel, apenas 16% dos estabelecimentos encerraram o mês em prejuízo. Já 43% tiveram lucro e 40% ficaram em situação estável, reforçando um cenário de recuperação que não se via há anos.

Segundo o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, os números refletem uma virada importante. “A redução dos prejuízos é um sinal de que bares e restaurantes estão conseguindo se adaptar melhor às condições econômicas. O setor viveu um período muito duro e agora dá sinais claros de recuperação, o que representa um alívio para os empresários e para a economia como um todo”, avaliou.

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Maior equilíbrio financeiro no setor

O faturamento mensal também apresentou desempenho positivo. Em agosto, 39% das empresas viram suas receitas crescerem em relação a julho, superando os 34% que registraram queda. Para 27%, o resultado permaneceu estável.

Apesar da inflação acumulada de 5,13% nos últimos 12 meses, 36% dos empresários conseguiram reajustar seus preços para acompanhar o índice — cinco pontos acima do observado no mesmo período do ano passado.

Outros 20% aplicaram aumentos abaixo da inflação, 6% repassaram valores maiores e 38% não fizeram alterações nos cardápios.

Queda na inadimplência reforça confiança

Outro ponto que confirma a melhora é a redução da inadimplência. Atualmente, 64% das empresas não possuem débitos em aberto, um avanço significativo em comparação aos últimos anos.

Entre os que ainda enfrentam dificuldades, os principais atrasos estão ligados a impostos federais (71%), estaduais (48%) e empréstimos bancários (35%).

Para Solmucci, fatores como o maior controle financeiro e a queda do desemprego estão fortalecendo o setor. “A redução do desemprego tem sido determinante para a retomada, pois amplia a renda disponível das famílias e favorece o consumo fora do lar. Esse cenário traz mais segurança aos empresários e sustenta a expectativa de crescimento contínuo nos próximos meses”, concluiu.

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