Flávio Roscoe acompanha missão do governo de Minas
O presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, visitou ontem, terça-feira (14/10) o porto de Antuérpia, em Flandres, na Bélgica.
A agenda integrou a missão do governo de Minas Gerais à Europa, que busca ampliar parcerias estratégicas e oportunidades de investimento para o Estado.
Considerado o segundo maior porto da Europa, atrás apenas do de Roterdã, o Porto de Antuérpia é um dos principais hubs logísticos do continente.
Durante a visita, a comitiva conheceu também galpões do Armazém Molenbergnatie, onde estavam armazenados produtos importados de Minas Gerais, como o café.
“Estamos vendo onde nosso café chega para a Europa”, destacou Roscoe, ressaltando a importância do porto na logística internacional e no escoamento de produtos mineiros.
Delegação visita região minerária na França
Ainda na terça-feira, a delegação mineira esteve na Bacia Minerária Nord-Pas-de-Calais, no norte da França, uma antiga região de exploração de carvão que foi essencial para a industrialização francesa e a reconstrução pós-guerra.
A visita teve como foco entender o processo de reconversão territorial, econômica e paisagística após o encerramento da mineração, em 1990. “Viemos conhecer o que foi feito para reestruturar uma região que chegou a ter cerca de 220 mil trabalhadores”, explicou Roscoe.
Aprendizados para a mineração em Minas Gerais
O presidente da FIEMG destacou as diferenças e aprendizados entre as experiências francesa e mineira.
“Minas tem vantagens competitivas, pois não depende de um único mineral. Além disso, nossa mineração é de superfície, o que reduz impactos. Mesmo assim, podemos aplicar aqui no Brasil boas práticas para mitigação pós-mineração”, observou.
Roscoe também ressaltou que a região francesa se transformou em exemplo de desenvolvimento sustentável, com infraestrutura adaptada para logística e turismo, incluindo esportes como paraglider, montanhismo e mountain bike. Em 2013, Nord-Pas-de-Calais foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Paisagem Cultural.
“No Brasil, ainda estamos em processo de reaproveitamento das barragens e de reciclagem de minérios, mas podemos aprender muito com a forma como a França ressignificou suas áreas mineradas”, concluiu.
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