Projeto pioneiro usa energia solar, baterias e rede inteligente
O governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões participaram, na quinta-feira (15/1), da inauguração da Microrrede da Cemig em Serra da Saudade, no Centro-Oeste de Minas.
O projeto é pioneiro no Brasil e transforma o menor município do país, com pouco mais de 800 habitantes, em referência nacional em inovação na distribuição de energia elétrica.
A iniciativa reúne geração solar, armazenamento em baterias, medição inteligente e automação avançada da rede. Com investimento de R$ 7 milhões, o sistema garante dupla alimentação de energia e reduz quase a zero as ocorrências de interrupção no fornecimento.
“É um dia histórico para a Cemig, para Minas Gerais e para Serra da Saudade. A cidade passa a contar com um sistema extremamente moderno, que reduz drasticamente as chances de falta de energia e pode ser expandido para outros municípios”, afirmou o governador Romeu Zema.
O sistema tem capacidade de 2 megawatts-hora (MWh) e conta com uma usina fotovoltaica dedicada ao carregamento de um banco de baterias. Em caso de falhas na rede principal, a microrrede é capaz de suprir a demanda da cidade por até 48 horas, além de melhorar a qualidade da energia, mantendo a tensão dentro dos padrões regulatórios.
Para o vice-governador Mateus Simões, o projeto coloca Serra da Saudade no centro da inovação energética.
“Apesar de ser o menor município do Brasil, a cidade se torna um laboratório de soluções tecnológicas avançadas, inclusive com monitoramento das redes por wi-fi”, destacou.
Além da geração e do armazenamento, a Cemig implantou medidores inteligentes em residências e comércios e modernizou o sistema de iluminação pública, ampliando a eficiência e a automação da rede. Todo o sistema é monitorado em tempo real pelo centro de operações da companhia.
Segundo o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi, o projeto inaugura um novo modelo de desenvolvimento.
“Estamos trazendo inovação e soluções criativas que fazem a diferença para Serra da Saudade e que, em breve, poderão beneficiar dezenas de outros municípios mineiros”, afirmou.
A Cemig já estuda a ampliação do modelo para pelo menos dez outras localidades de Minas Gerais, especialmente em regiões com topografia complexa e redes extensas, onde soluções tradicionais podem custar mais de R$ 30 milhões.
A expectativa é que o projeto piloto sirva de base para a modernização da distribuição de energia em todo o estado e, futuramente, no país.
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