Inteligência artificial reduz em 80% os buracos nas rodovias de Minas

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Com os resultados obtidos, o DER-MG avalia ampliar o uso da tecnologia para rodovias não pavimentadas. Foto: Ana Feres/DER-MG

Sistema analisa imagens de 20 mil km de rodovias e orienta intervenções do DER-MG

O uso de inteligência artificial no monitoramento das rodovias estaduais de Minas Gerais já apresenta resultados concretos. Levantamento referente aos últimos seis meses de 2025 aponta redução de 80% no número de buracos nas estradas sob responsabilidade do Estado, efeito direto do acompanhamento contínuo e do planejamento mais ágil das ações de manutenção.

A tecnologia passou a ser utilizada em maio de 2025 pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Com a iniciativa, Minas tornou-se o primeiro estado do país a adotar o monitoramento por inteligência artificial tanto em rodovias estaduais quanto em trechos concedidos.

Antes realizado majoritariamente de forma manual, o monitoramento passou a contar com análise automatizada de imagens, o que ampliou a frequência das avaliações e a precisão dos diagnósticos sobre as condições das vias. O novo modelo permitiu antecipar intervenções, acelerar correções e reduzir a reincidência de falhas no pavimento.

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O sistema foi desenvolvido a partir de parceria com o Laboratório de Transportes e Logística (LabTrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em cooperação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A ferramenta dá suporte a estudos técnicos, metodologias e ao planejamento da manutenção rodoviária no âmbito do DER-MG.

Atualmente, o levantamento é feito mensalmente em cerca de 20 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, funcionando como apoio ao Índice de Condição da Manutenção (ICM). O investimento na tecnologia é de aproximadamente R$ 5 milhões.

A metodologia utiliza veículos equipados com câmeras de alta resolução, que percorrem os trechos rodoviários registrando imagens processadas por um software capaz de identificar e classificar defeitos no pavimento, na sinalização, na drenagem e em outros elementos da infraestrutura viária. As informações geram arquivos georreferenciados que orientam decisões nas áreas de manutenção, segurança viária e gestão do pavimento.

Com os resultados obtidos, o DER-MG avalia ampliar o uso da tecnologia para rodovias não pavimentadas, o que pode estender o monitoramento inteligente a mais de 6 mil quilômetros desse tipo de estrada.

Segundo o chefe da Assessoria de Gestão Estratégica do DER-MG, Rodrigo Colares, a queda no número de buracos ao longo do segundo semestre de 2025 reforça a eficácia do modelo. “O DER hoje dispõe de ferramentas de gestão que melhoram a qualidade do gasto público, como o Índice de Condição da Manutenção, que monitora mensalmente problemas relacionados a buracos, vegetação e drenagem superficial, além do uso de dados do Waze, que permitem identificar em tempo real ocorrências como alagamentos, congestionamentos, acidentes e falhas no pavimento”, afirma.

Para Lucas Teixeira, executivo de Negócios da Codex — empresa responsável pelo sistema de monitoramento de dados —, o uso de tecnologia avançada permite antecipar falhas e qualificar o planejamento das ações. “Ao transformar grandes volumes de dados em informação estratégica, o gestor público consegue agir com mais agilidade e reduzir a reincidência de problemas no pavimento”, avalia.

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