Pesquisa da Fecomércio MG mostra que 65,8% dos varejistas veem impacto positivo da festa
om expectativa de aumento nas vendas e maior circulação de turistas
O Carnaval de rua de Belo Horizonte chega a 2026 consolidado como um dos principais motores da economia urbana no início do ano. A ampliação da festa, que hoje se estende por janeiro e fevereiro, intensifica o fluxo de pessoas na cidade, atrai turistas e aquece o consumo em diversos setores do comércio, dos serviços e do turismo, criando um ambiente de negócios mais dinâmico, mesmo diante dos desafios econômicos do país.
Levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG revela que 65,8% dos empresários do comércio varejista avaliam o impacto do Carnaval como positivo para seus negócios. Entre os fatores mais citados estão o aumento do movimento nos estabelecimentos (47,6%) e a maior circulação de turistas e moradores pela cidade (45,4%).
Para a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, o Carnaval deixou de ser apenas um evento cultural e passou a ocupar papel estratégico no calendário econômico da capital. “O Carnaval de Belo Horizonte gera um efeito em cadeia: aumenta o fluxo de pessoas, fortalece o comércio local, estimula os serviços e cria oportunidades de renda em um período que, historicamente, era mais fraco para muitos setores”, avalia.
A pesquisa aponta que 62,3% das empresas varejistas pretendem funcionar durante o Carnaval, percentual superior ao registrado no ano anterior. Dentre essas, 67,4% planejam abrir todos os dias, especialmente farmácias, supermercados, padarias e distribuidoras de bebidas — segmentos diretamente beneficiados pela intensificação da circulação urbana.
As expectativas de vendas também são positivas. Quase metade dos empresários acredita que irá faturar o mesmo que no Carnaval passado, enquanto 42,8% projetam crescimento nas vendas. Mais da metade dos estabelecimentos já se preparou, com estoques reforçados para atender à demanda do período, sinalizando planejamento e confiança no desempenho do mercado.
Segundo Fernanda Gonçalves, esse comportamento demonstra a maturidade do comércio belo-horizontino. “Os empresários aprenderam a trabalhar o Carnaval como uma data estratégica, com planejamento de estoque, adaptação de horários, investimentos em atendimento e ações promocionais. Isso revela a capacidade de resposta e a resiliência do comércio”, destaca.
O estudo mostra ainda que 42,3% dos lojistas esperam aumento do movimento durante todo o período do Carnaval, enquanto outros identificam picos no pré-Carnaval e nos ensaios dos blocos. O Pix aparece como a principal forma de pagamento esperada, seguido pelo cartão de crédito à vista e parcelado, refletindo a crescente digitalização das transações no varejo.
Para a economista, os dados confirmam que o Carnaval vai além da festa. “Quando bem organizado, o evento mantém o consumidor na cidade, atrai visitantes de outras regiões e fortalece a imagem de Belo Horizonte como destino turístico. Isso se traduz em faturamento, empregos temporários e maior arrecadação”, afirma.
A Fecomércio MG avalia que o desempenho esperado para o Carnaval de 2026 reforça a importância de políticas públicas voltadas à organização, segurança e infraestrutura do evento, além de evidenciar a capacidade do comércio local de transformar grandes manifestações culturais em oportunidades concretas de crescimento econômico para a capital e sua região metropolitana.
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