Indústria mineira inicia 2026 impulsionada por inteligência artificial, digitalização e sustentabilidade

Tendencias industria 2026 27 1 26 Balcao News Tendencias industria 2026 27 1 26 Balcao News
Para a FIEMG, a indústria brasileira ainda caminha, no longo prazo, para uma digitalização plena. Foto: Divulgação/Fiemg.

FIEMG aponta tendências da indústria 4.0

A indústria mineira inicia 2026 sob o impacto de três grandes tendências: inteligência artificial, digitalização e sustentabilidade.

A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), que aponta esses eixos como vetores de transformação do setor produtivo, com efeitos diretos sobre os processos industriais e sobre as exigências feitas a empresas e profissionais.

Segundo o gerente de Educação e Tecnologia do SENAI Minas, Ricardo Aloysio, esses avanços vêm ocorrendo de forma gradual. “Mesmo que em um ritmo mais lento do que o esperado, as tecnologias estão sendo implementadas. As indústrias que ainda não adotaram já têm isso no radar. É um caminho sem volta”, afirma. Ele observa que a inteligência artificial ainda não está plenamente incorporada ao chão de fábrica, mas já avançou de forma consistente em áreas administrativas, comerciais e de marketing.

Publicidade

No campo da sustentabilidade, Aloysio destaca que os princípios do ESG se consolidaram como fator estratégico, especialmente para empresas que atuam ou pretendem atuar no mercado internacional. “Para vender para a maioria das indústrias do exterior, é preciso ter essas práticas bem consolidadas. Investidores, no Brasil e fora dele, só estão dispostos a aportar recursos em empresas que já tenham esses compromissos estruturados”, explica.

Apesar disso, o gerente avalia que o tema perdeu parte do protagonismo em 2025, em razão da menor prioridade dada pelo governo dos Estados Unidos à agenda ambiental. “Como os americanos são um dos maiores mercados do mundo, isso acabou enfraquecendo o debate, embora o ESG siga relevante, especialmente pela relação direta com eficiência energética, redução de desperdícios e gestão de resíduos”, pontua.

Desafios para a indústria 4.0

Para a FIEMG, a indústria brasileira ainda caminha, no longo prazo, para uma digitalização plena. De acordo com Aloysio, esse conceito envolve sistemas ciberfísicos de produção que ainda não estão totalmente consolidados nem mesmo em países como a Alemanha. “No Brasil, a adoção das tecnologias 4.0 é desigual. Pequenas e médias empresas avançam em ritmos diferentes das grandes indústrias, especialmente as automobilísticas”, avalia.

A qualificação da mão de obra é apontada como fator decisivo para acelerar esse processo. “Se a empresa adquire tecnologia, mas não tem profissionais preparados para operá-la, a implementação fica comprometida. Ou o equipamento fica parado ou a adoção é adiada”, explica.

Além das competências técnicas específicas de cada área — como automação, ciência de dados ou sustentabilidade —, o gerente do SENAI Minas ressalta a importância das competências transversais, especialmente as socioemocionais. “Pensamento crítico, capacidade de resolver problemas complexos e trabalhar de forma colaborativa são habilidades essenciais hoje. O profissional precisa dialogar com diferentes áreas: operação, TI, sustentabilidade e alta gestão”, afirma.

Pessoas e tecnologia

Na avaliação de Aloysio, diferentemente da indústria 3.0, marcada pela automação e pela substituição de postos de trabalho, a indústria 4.0 tende a ser mais inclusiva. “Ela não propõe a retirada do trabalhador, mas a digitalização dos processos e o uso de dados para apoiar a tomada de decisão. O operador passa a trabalhar de forma colaborativa com a tecnologia”, explica.

Segundo ele, a mudança mais significativa está no perfil do chão de fábrica e da liderança industrial. “Sai uma gestão baseada apenas na experiência e entra uma gestão sustentada por dados e fatos. O operador precisa interpretar informações e intervir no processo, enquanto os líderes passam a otimizar a produção com base em análises concretas”, conclui.

O SENAI Minas está com inscrições abertas para cursos técnicos, com taxa promocional de matrícula no valor de R$ 19,90 até o dia 30 de janeiro. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo portal da instituição.

Leia também:

Almg promulga lei que transfere Subsecretaria de Esportes para a Cultura e Turismo

 

 

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Pu
Share this