Marcela Trópia exige ação urgente diante da crise nos hospitais do SUS em BH

Vereadora Marcela Tropia na coletiva na Santa Casa de Belo Horizonte Vereadora Marcela Tropia na coletiva na Santa Casa de Belo Horizonte
A vereadora Marcela Trópia participou, nesta quarta-feira (28), de coletiva de imprensa na Santa Casa de Belo Horizonte e cobrou transparência nos repasses da saúde, além de soluções imediatas para evitar o colapso dos hospitais que atendem pelo SUS na capital. Foto: Divulgação/Saulo Penaforte.

Sistema de saúde em alerta vermelho

A crise nos hospitais que atendem pelo SUS em Belo Horizonte chegou a um ponto crítico. Representantes de instituições filantrópicas denunciaram, nesta quarta-feira (28), uma dívida que se aproxima de R$ 148 milhões, causada por atrasos nos repasses da Prefeitura. A situação já compromete o fornecimento de insumos, a realização de cirurgias e o funcionamento de serviços essenciais, inclusive em unidades de pronto atendimento.

Durante coletiva realizada na Santa Casa de Belo Horizonte, o risco de colapso foi claramente exposto. A tensão entre os gestores hospitalares e o poder público se intensificou, levantando questões sobre a transparência na aplicação dos recursos da saúde.

Marcela Trópia: voz firme em defesa da saúde pública

A vereadora Marcela Trópia (Novo), participou da coletiva e assumiu uma postura combativa e propositiva. Indignada com o cenário apresentado, ela destacou a urgência de medidas práticas para estancar a crise.

Publicidade

“Estamos à beira de uma paralisação total dos serviços. Isso é inaceitável”, afirmou com firmeza.

A parlamentar salientou que o papel da Câmara Municipal precisa ir além das discussões: é preciso agir. Ela propôs uma investigação minuciosa sobre o destino dos recursos supostamente já repassados pelos governos estadual e federal.

“Se os repasses ocorreram, por que os hospitais ainda não receberam? Onde está esse dinheiro?”, questionou, exigindo respostas claras da Prefeitura.

Uso das sobras orçamentárias da Câmara

Como solução emergencial, Marcela Trópia propôs que a Prefeitura avalie o uso das sobras orçamentárias da própria Câmara Municipal — recurso este frequentemente não utilizado integralmente ao fim do exercício financeiro. O atual prefeito em exercício, que também preside a Câmara, foi diretamente acionado pela vereadora para viabilizar essa medida.

“Essa é uma saída viável e imediata para mitigar os danos. A população não pode continuar sendo penalizada pela má gestão dos recursos”, declarou Trópia.

Transparência é palavra de ordem

Para a vereadora, a falta de transparência nos repasses de verbas públicas é um dos fatores mais graves do atual cenário. A desinformação sobre os valores repassados e sua real aplicação compromete não apenas a gestão hospitalar, mas também a confiança da população nas instituições públicas.

Marcela cobrou da Prefeitura a apresentação de um cronograma detalhado e realista de pagamentos às instituições de saúde.

“Não estamos pedindo milagres, mas organização e compromisso. Os hospitais precisam de previsibilidade para planejar suas atividades”, reforçou.

Emendas parlamentares travadas

Outro ponto levantado por Trópia foi a dificuldade na execução de emendas parlamentares direcionadas à saúde. Ela relatou que, mesmo com pressões constantes do seu mandato, tem enfrentado entraves para garantir que os valores cheguem aos hospitais.

“É uma transferência direta, como um PIX. Não há justificativa para tanta burocracia ou lentidão. Outros vereadores também relatam essa dificuldade. Isso é grave”, denunciou.

Apelo coletivo aos parlamentares

Ao encerrar sua fala, Marcela Trópia conclamou seus colegas da Câmara a se posicionarem com mais veemência em defesa da saúde pública. Segundo ela, é essencial que todos os parlamentares fiscalizem a execução das emendas dos anos de 2024, 2025 e as previstas para 2026.

“A saúde não pode esperar. É dever de todos nós garantir que o mínimo seja feito. Estamos falando de vidas humanas, de atendimento básico que está sendo interrompido por falta de gestão e de transparência”, afirmou.

O impacto direto na vida da população

A crise atual não se resume a números e repasses: ela afeta diretamente a população mais vulnerável. Famílias que dependem do SUS para atendimento de urgência, realização de exames, internações e cirurgias estão sendo deixadas à própria sorte.

Ao mesmo tempo, profissionais da saúde enfrentam condições cada vez mais precárias para realizar seu trabalho, lidando com escassez de insumos, superlotação e insegurança sobre o futuro do serviço público.

Falta de diálogo entre Prefeitura e hospitais

Marcela também criticou a ausência de diálogo entre o Executivo municipal e os hospitais filantrópicos. Para ela, a crise poderia ser contida com mais articulação e menos omissão.

“A falta de escuta e de cooperação só agrava a situação. Estamos em um momento que exige união, e não indiferença”, declarou.

Ela reiterou a necessidade de estabelecer canais efetivos de comunicação entre os entes públicos e as instituições de saúde que prestam serviço ao SUS. “Essa é uma rede de apoio fundamental, e está sendo desvalorizada por quem deveria liderar as soluções”, disse.

Caminhos possíveis: o que pode ser feito agora

Para evitar o colapso anunciado, Marcela Trópia elencou ações concretas que devem ser priorizadas com urgência:

  • Auditoria imediata nos repasses da saúde para esclarecer onde estão os recursos.
  • Destinação das sobras orçamentárias da Câmara Municipal para apoiar emergencialmente os hospitais.
  • Criação de um cronograma público de pagamento das dívidas com os hospitais filantrópicos.
  • Desburocratização da liberação de emendas parlamentares, com foco na área da saúde.
  • Transparência total nas ações da Prefeitura, com prestação de contas clara e acessível.
  • Diálogo contínuo e propositivo com os gestores das instituições hospitalares.
  • Engajamento de todos os vereadores na fiscalização e cobrança por soluções efetivas.

Um apelo à responsabilidade pública

A postura firme de Marcela Trópia evidencia não apenas uma crítica à gestão atual, mas também um apelo à responsabilidade política e administrativa. Em tempos de crise, a omissão se torna uma forma de negligência. E a população, mais uma vez, é quem paga o preço.

“Não é possível assistir a essa tragédia anunciada sem agir. Os hospitais estão lutando para manter as portas abertas. Não há mais tempo para desculpas. A saúde pública em Belo Horizonte exige ação — agora”, finalizou.

Leia também:

Prazo para pagar IPTU com desconto termina sexta-feira

Mantenha-se atualizado com as notícias mais importantes

Ao pressionar o botão Inscrever-se, você confirma que leu e concorda com nossos Termos de Uso e as nossas Políticas de Privacidade
Pu
Share this