Câmara de BH aprova em 1º turno “desapropriação urbanística” para ampliar instrumentos da política urbana

Desapropriacao urbana aprovada na CMBH Claudio Rabelo Desapropriacao urbana aprovada na CMBH Claudio Rabelo
Projeto mira habitação social e requalificação do Hipercentro. Foto: Cláudio Rabelo/CMBH.

Projeto da Prefeitura detalha regras, prevê parcerias com a iniciativa privada

O Plenário da Câmara Municipal aprovou em 1º turno, na última quinta-feira (12/2), o Projeto de Lei 428/2025, de autoria da Prefeitura de Belo Horizonte, que inclui o mecanismo da “desapropriação urbanística” na Lei 11.216/2020, norma que regulamenta a aplicação dos instrumentos de política urbana previstos no Plano Diretor da capital.

Segundo o Executivo, a proposta busca dar “maior clareza e segurança jurídica” aos procedimentos de desapropriação, ao detalhar regras, finalidades e hipóteses de aplicação do instrumento.

A matéria foi aprovada por 38 votos favoráveis e retorna agora às comissões para análise das emendas apresentadas. Para a aprovação definitiva, o texto precisará de novo aval do Plenário, com pelo menos dois terços dos votos (28 vereadores).

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O que muda com a desapropriação urbanística

De acordo com o líder do governo na Câmara, Bruno Miranda (PDT), a proposta “moderniza” a legislação e promove “justiça social”, especialmente ao favorecer programas habitacionais de interesse social.

O novo capítulo a ser inserido na lei detalha as finalidades da desapropriação urbanística, entre elas:

  • Executar plano urbanístico previamente aprovado pelo município;
  • Viabilizar a captura da valorização imobiliária por meio da desapropriação de área contígua;
  • Preservar e recuperar monumentos históricos e bens tombados;
  • Prevenir riscos à segurança causados por imóveis em ruína;
  • Ampliar a oferta de imóveis para habitação de interesse social e regularização fundiária.

“Essa lei permite, por exemplo, que a prefeitura possa desapropriar uma área para fins de habitação social sem gastar dinheiro e em parceria com a iniciativa privada. Isso vai, para além de modernizar a legislação, buscar a justiça social”, afirmou Bruno Miranda, citando ainda a reocupação do Hipercentro como contexto da proposta.

O projeto também regulamenta a possibilidade de desapropriação executada por particular que receba delegação do poder público, além de prever a alienação de bens desapropriados por hasta pública (leilão). A receita obtida com a venda ou exploração dos imóveis poderá compor a remuneração do agente executor, mecanismo que, segundo a Prefeitura, pode atrair investimentos e viabilizar projetos urbanos de grande porte.

Tramitação segue nas comissões

Durante a tramitação em 1º turno, o PL recebeu oito emendas.

O texto retorna agora para análise nas comissões de:

  • Legislação e Justiça (CLJ);
  • Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana;
  • Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor;
  • Administração Pública e Segurança Pública.

Pedido por estrutura para agentes de segurança

Na segunda parte da reunião, o vereador Sargento Jalyson (PL) pediu ao prefeito Álvaro Damião mais atenção às condições de trabalho de agentes da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar durante grandes eventos, como o Carnaval.

O parlamentar informou que protocolou o PL 668/2025, que obriga a instalação de banheiros e pontos de hidratação e alimentação exclusivos para esses profissionais durante operações em eventos de grande porte. A proposta ainda tramita na Comissão de Legislação e Justiça.

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