Encontro do Conselho de Relações Internacionais reuniu especialistas
O Conselho de Relações Internacionais da Federação das Indústrias de Minas Gerais realizou, ontem sexta-feira (13/3), uma reunião para discutir temas estratégicos relacionados ao comércio internacional e seus impactos para a indústria do estado. O encontro ocorreu na sede da entidade, em Belo Horizonte, reunindo representantes do setor produtivo e especialistas em políticas comerciais.
A abertura foi conduzida por Alexandre Mello, que destacou a relevância de debater os impactos do acordo entre Mercosul e União Europeia. “A gente tem visto ainda dúvidas do setor, então este é o momento de discutir o tema e esclarecer os impactos e oportunidades para a indústria”, afirmou.
Segundo Mello, a FIEMG tem promovido iniciativas para ampliar o debate sobre o acordo, que também tem sido abordado pelo presidente da entidade, Flávio Roscoe, em entrevistas, ressaltando tanto os desafios quanto as oportunidades para o Brasil e Minas Gerais.
Inserção do Brasil no comércio internacional
A analista de Políticas e Indústria da Confederação Nacional da Indústria, Iara Ferreira, apresentou um panorama sobre a participação brasileira no comércio internacional e os desafios para aumentar a competitividade da indústria. Ela destacou que, embora o Brasil seja o 15º maior produtor industrial do mundo, ocupa apenas a 30ª posição nas exportações de bens industriais.
Em seguida, Constanza Negri Biassuti detalhou as perspectivas do acordo Mercosul-União Europeia, destacando que o tratado cria condições para ampliar exportações e fortalecer a integração da indústria brasileira com o bloco europeu.
Valor agregado e vantagens competitivas
Durante o debate, Fausto Varella, presidente do Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (CIEMG) e do Sindicato da Indústria do Ferro de Minas Gerais (Sindifer), ressaltou a importância de agregar valor às exportações e aproveitar as vantagens competitivas do país, como a matriz energética limpa, para fortalecer a presença da indústria brasileira no mercado internacional.
Mecanismos de defesa comercial
O encontro também abordou instrumentos de defesa comercial, utilizados para garantir condições equilibradas de concorrência no comércio internacional.
Entre os casos apresentados, destacou-se o processo de antidumping conduzido pelo Sindimalhas-MG, detalhado pela advogada Karla Borges. Segundo ela, o processo identificou produtos importados chegando ao Brasil a preços inferiores aos praticados no país de origem, prejudicando a indústria nacional.
O sócio do escritório Azevedo Sette Advogados, Luiz Eduardo Salles, reforçou que os mecanismos de defesa comercial são instrumentos legítimos que os países podem usar para proteger a indústria local diante do aumento das importações.
O evento reforçou a importância do diálogo entre indústria, especialistas e entidades de classe para fortalecer a competitividade e a inserção internacional da indústria mineira..
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