Mobilidade urbana ganha impulso
Os patinetes elétricos compartilhados começaram a operar oficialmente em Belo Horizonte nesta quarta-feira (18), marcando um novo capítulo na mobilidade urbana da capital mineira. A ativação inicial foi realizada pelo prefeito Álvaro Damião, que inaugurou o sistema ao utilizar o aplicativo pela primeira vez durante uma ação educativa promovida pela Escola de Direção Segura.
A iniciativa, conduzida pela empresa JET Patinetes Elétricos — responsável pela operação na cidade — contou com a presença de monitores especializados. Eles orientaram os primeiros usuários sobre práticas adequadas de condução, segurança e convivência no trânsito. Um começo estratégico, didático e, acima de tudo, necessário.
Uso consciente é essencial
Durante a apresentação, o prefeito destacou, com clareza, a proposta central do serviço: oferecer deslocamentos rápidos e práticos para trajetos curtos. Nada além disso.
Segundo ele, os patinetes não devem competir com ônibus, carros ou motocicletas. A ideia é complementar — nunca substituir — os meios tradicionais de transporte.
Além disso, Álvaro Damião reforçou pontos cruciais: o uso de capacete, o respeito absoluto aos pedestres e a responsabilidade individual de cada usuário. Sem esses pilares, o projeto perde força. Com eles, ganha sustentabilidade e aceitação.
Onde encontrar os patinetes
Neste primeiro momento, os equipamentos já estão disponíveis na Área Central de Belo Horizonte. Em breve, a operação será expandida para vias estratégicas da Região Oeste, ampliando o alcance e a utilidade do serviço.
Ao todo, serão disponibilizados 1,5 mil patinetes elétricos. Desses, 1,1 mil ficarão concentrados no Centro, enquanto 400 atenderão a Regional Oeste. Um número expressivo, que sinaliza a aposta da cidade em soluções inteligentes de mobilidade.
O acesso ao sistema é simples, rápido e totalmente digital. O usuário precisa baixar o aplicativo Go JET, disponível tanto na App Store quanto no Google Play.
Após o download, basta realizar o cadastro e escolher a forma de pagamento, que pode ser via cartão de crédito ou Pix. O próprio aplicativo fornece todas as informações necessárias: áreas de circulação permitidas, tarifas atualizadas e pontos indicados para estacionamento.
Para iniciar a corrida, o processo é direto: escanear o QR Code presente no patinete e começar o trajeto. Sem burocracia. Sem complicação.
Em Belo Horizonte, o sistema adotará tarifas dinâmicas. Isso significa que os valores podem variar conforme o horário e o dia da semana, acompanhando a demanda.
O custo de desbloqueio ficará entre R$2,00 e R$3,00. Já o valor por minuto de uso deve oscilar entre R$0,49 e R$0,99. Uma estrutura flexível, que busca equilibrar acessibilidade e viabilidade operacional.
Regras de circulação
Os patinetes poderão circular em diferentes espaços urbanos, desde que respeitadas as normas estabelecidas. Entre os locais permitidos estão áreas de pedestres — com limite de velocidade —, ciclovias, ciclofaixas e vias com velocidade máxima de até 40 km/h.
A proposta é clara: integrar o equipamento ao ambiente urbano sem comprometer a segurança.
Fiscalização e tecnologia embarcada
De acordo com Rafael Murta Resende, superintendente da Sumob, a fiscalização terá caráter educativo. O objetivo não é punir, mas orientar e garantir que as regras sejam compreendidas e seguidas.
Entre as exigências estão idade mínima de 18 anos, uso individual do patinete e adoção de equipamentos de segurança, como o capacete.
A tecnologia também desempenha um papel decisivo. O sistema de geolocalização integrado ao aplicativo controla automaticamente a velocidade dos patinetes conforme a área. Em regiões com restrições mais severas, o equipamento pode até parar de funcionar. Já em locais com limites reduzidos, a velocidade é ajustada automaticamente.
Um mecanismo inteligente, que alia inovação e segurança.
Outro ponto importante é o encerramento da corrida. Os patinetes só podem ser finalizados em pontos específicos de estacionamento, previamente definidos.
Esses locais foram planejados para evitar obstruções nas calçadas e garantir a organização do espaço público. Dentro do aplicativo, o usuário encontra um mapa detalhado com os pontos de desembarque, além de orientações e imagens que facilitam o processo. Simples. Guiado. E eficiente.
A chegada dos patinetes elétricos compartilhados representa mais do que uma novidade tecnológica. Trata-se de uma mudança de comportamento. Uma alternativa moderna, sustentável e alinhada às demandas de uma cidade em constante transformação.
Belo Horizonte, aos poucos, redesenha sua mobilidade. E, nesse novo cenário, cada escolha conta — inclusive a forma como nos deslocamos.
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