Câmara de BH realiza audiência pública em solidariedade ao povo palestino

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A audiência também criticou a recente viagem do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, a Israel, em meio ao conflito com o Hamas.. Foto: Tatiana Francisca/CMBH.

A Comissão de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Belo Horizonte realizou, hoje, terça-feira, uma audiência pública para discutir a atual situação na Faixa de Gaza e manifestar solidariedade ao povo palestino.

O debate atendeu a uma solicitação do Comitê Mineiro de Solidariedade à Palestina e reuniu ativistas, educadores, representantes de movimentos sociais e vereadores.

Durante o encontro, os participantes denunciaram o que classificam como um genocídio em curso na Palestina, agravado pelos ataques contínuos de Israel à Faixa de Gaza e à Cisjordânia.

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Representantes de entidades como o Movimento Nacional de Direitos Humanos-MG e da rede pública municipal destacaram relatos de organizações internacionais — como Human Rights Watch e Médicos Sem Fronteiras — que apontam para bombardeios em áreas civis, restrições ao acesso à água e alimentos, além de ataques a hospitais e escolas.

A audiência também criticou a recente viagem do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, a Israel, em meio ao conflito com o Hamas.

Para os participantes, a presença do prefeito em um evento sobre segurança pública no país representaria um alinhamento político com um governo acusado de graves violações dos direitos humanos.

Damião teve que antecipar seu retorno ao Brasil após se refugiar em um abrigo subterrâneo durante ataques entre Israel e Irã, na última quinta-feira (12/6).

Parlamentares do Partido Liberal (PL) divergiram das críticas ao Estado de Israel e reforçaram o direito do país à autodefesa. Os vereadores também destacaram denúncias de violações de direitos humanos por parte do grupo Hamas e mencionaram manifestações de palestinos em Gaza contra o grupo.

Ao final do encontro, a vereadora Juhlia Santos (Psol), presidenta da comissão e requerente da audiência, reafirmou o posicionamento em defesa da causa palestina. “Não é possível estabelecer parcerias com regimes que promovem a negação absoluta da dignidade humana. O que ocorre na Faixa de Gaza é um extermínio étnico. Nosso posicionamento é claro: Palestina livre do rio ao mar”, declarou.

A audiência pública refletiu o crescente debate internacional sobre a crise humanitária na Palestina e gerou intensas discussões sobre direitos humanos, política externa e solidariedade internacional no âmbito municipal.

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