Foco é população em situação de vulnerabilidade
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) e a Defensoria Pública de Minas Gerais assinaram, na última quinta-feira (14), um acordo de cooperação técnica voltado para ampliar as oportunidades de trabalho na capital mineira.
O objetivo é conectar cidadãos em situação de vulnerabilidade, atendidos pela Defensoria, às vagas disponíveis no setor de comércio e serviços. Empresas de outros segmentos da economia também poderão aderir à iniciativa.
Pelo acordo, a CDL/BH será responsável por disponibilizar informações sobre vagas abertas, enquanto a Defensoria fará o encaminhamento de seus assistidos para os processos seletivos.
O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, destacou a relevância social da parceria: “Nosso propósito é oferecer às pessoas em vulnerabilidade não apenas um emprego, mas a chance real de transformar suas vidas e conquistar autonomia.”
Na mesma linha, a defensora pública-geral, Raquel Gomes de Sousa da Costa Dias, ressaltou que a iniciativa vai além do encaminhamento. “Quando uma família em situação de vulnerabilidade nos procurar, e houver alguém apto e disposto a trabalhar, poderemos encaminhar e ainda oferecer capacitação em parceria com a CDL/BH.”
Fomento ao mercado e combate à pobreza
As entidades avaliam que, embora ainda não seja possível mensurar o alcance imediato da ação, a expectativa é de impacto positivo na economia de Belo Horizonte.
“Temos um mercado de trabalho resiliente, com saldo positivo de admissões. Apenas em junho, mais de 3,5 mil vagas formais foram abertas na capital.
Essa parceria tende a ampliar esse número, fortalecendo a renda familiar e a movimentação econômica local”, reforçou o presidente da CDL/BH.
Dados do IBGE (2023) comprovam a relação direta entre emprego e redução da pobreza: enquanto 54,9% dos desocupados viviam em condição de pobreza, entre os ocupados esse índice caiu para 14,2%.
No caso da extrema pobreza, a diferença é ainda mais significativa — menos de 1% dos empregados estavam nessa situação, frente a 14,6% dos desempregados.
Redução da informalidade
Outro eixo da parceria é o combate à informalidade. No Brasil, 39 milhões de pessoas ainda trabalham sem carteira assinada, segundo Marcelo de Souza e Silva. “A informalidade expõe o trabalhador a rendimentos incertos, baixa produtividade e vulnerabilidade. Nosso compromisso é criar caminhos para o trabalho formal, com garantia de direitos e maior estabilidade”, afirmou.
A defensora pública-geral complementou: “A missão da Defensoria é transformar realidades e promover cidadania. Essa parceria nos permite oferecer algo além da assistência jurídica: uma oportunidade concreta de mudar vidas.”
Como participar
A cooperação não se restringe ao comércio e serviços. Todas as empresas da cadeia produtiva de Belo Horizonte podem aderir ao projeto, disponibilizando vagas para os assistidos da Defensoria.
Interessados devem entrar em contato pelo e-mail: institucional@cdlbh.com.br.
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