BH busca soluções contra enchentes

Especialistas apresentam para vereadores solucoes para enchentes 30 8 25 Balcao Nes Denis Silva Especialistas apresentam para vereadores solucoes para enchentes 30 8 25 Balcao Nes Denis Silva
Para especialistas riscos climáticos em BH são significativos e exigem adaptação de novas tecnologias à realidade local. Foto: Denis Silva/CMBH.

Audiência pública discute proteção climática

A Comissão Especial de Estudo Águas Pluviais e Prevenção de Riscos realizou, uma audiência pública para debater medidas de proteção de Belo Horizonte diante de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes com o avanço do aquecimento global. A iniciativa partiu do vereador Uner Augusto (PL).

Entre os exemplos apresentados, o consultor da ONU e especialista em meio ambiente Gilberto Carvalho destacou soluções implantadas na Flórida, nos Estados Unidos, como dispositivos alternativos de drenagem capazes de lançar a água abaixo da bacia hidrográfica, reduzindo os riscos de enchentes. Ele também citou experiências internacionais como as “cidades-esponja” da China e a infraestrutura “Blue Green”, da Europa.

Ações já implantadas em Belo Horizonte

A engenheira Úrsula Caputo, da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, ressaltou que os riscos climáticos em BH são significativos e exigem adaptação de novas tecnologias à realidade local.

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Desde os anos 2000, a cidade desenvolve iniciativas como o Plano Diretor de Drenagem e, em 2006, participou do projeto Switch, em parceria com a Unesco e a UFMG.

Nos anos seguintes, o município passou a exigir maior controle de empreendimentos privados e a adoção de técnicas de drenagem nos licenciamentos ambientais. Em 2019, o novo Plano Diretor ampliou essas exigências, reforçadas em 2022 com normas técnicas específicas.

Jardins de chuva e programas ambientais

Em 2023, cerca de R$ 700 mil em emendas parlamentares possibilitaram a implantação de 60 jardins de chuva em BH. Também avançou a segunda etapa do Drenurbs, programa de recuperação ambiental da capital, que prevê nove novos empreendimentos. Outras iniciativas incluem trincheiras de infiltração, caixas de captação em escolas, bacias de detenção, poços de infiltração e telhados verdes.

“Nosso maior desafio é adaptar uma cidade já impermeável”, destacou Úrsula.

Soluções globais e necessidade local

Além da experiência norte-americana, Carvalho apresentou propostas inspiradas em modelos internacionais. As cidades-esponja chinesas utilizam parques alagáveis e pavimentos bioabsorventes para reduzir o impacto das chuvas.

Já a infraestrutura Blue Green europeia integra áreas verdes a corredores naturais de drenagem, formando redes urbanas de retenção.

A diretora da Urbel, Isabel Volponi, afirmou que 70% da cidade já apresenta boa eficiência de infiltração, mas reforçou a necessidade de adaptação tecnológica e de uma mudança cultural. “É preciso conscientizar a população sobre atitudes diárias. Muitas áreas que deveriam ser permeáveis acabam sendo impermeabilizadas após a liberação do Habite-se”, exemplificou.

Educação ambiental como prioridade

O vereador Wagner Ferreira (PV) defendeu maior participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e propôs uma nova audiência pública voltada à educação ambiental, reforçando a importância da conscientização cidadã para reduzir os impactos das enchentes em Belo Horizonte.

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