Desempenho de julho
O comércio varejista em Minas Gerais registrou queda de 1,1% em julho de 2025, em comparação ao mês anterior. O resultado ficou abaixo da média nacional, que recuou 0,3%, de acordo com levantamento do Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, baseado em dados do IBGE.
Crescimento no acumulado
Apesar da retração mensal, o setor mineiro acumula alta de 1,8% entre janeiro e julho, superando o desempenho nacional de 1,7%. Alguns segmentos se destacaram no período: livros, jornais, revistas e papelaria (+6,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (+3,9%).
Varejo ampliado e setores em destaque
No varejo ampliado, Minas Gerais cresceu 0,1% no acumulado dos últimos 12 meses (agosto de 2024 a julho de 2025). O avanço foi puxado por veículos, motocicletas, partes e peças (+4,9%) e materiais de construção (+2,5%).
Setores em retração
No cenário nacional, julho apresentou quedas expressivas em “equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação” (-3,1%) e em “tecidos, vestuário e calçados” (-2,9%).
Desafios e perspectivas
Segundo a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, a retração de julho reflete a cautela do consumidor, influenciada por juros altos e crédito mais caro. Porém, fatores como o mercado de trabalho aquecido, aumento da renda real das famílias e as datas comemorativas de fim de ano podem impulsionar o setor nos próximos meses.
Com mais de 750 mil empresas representadas e 86 anos de atuação, a Fecomércio MG é referência no comércio de bens, serviços e turismo do estado.
A entidade administra o Sesc e o Senac em Minas Gerais, além de atuar em defesa do setor junto a governos e sindicatos, fortalecendo o desenvolvimento econômico e social mineiro.




