Carnaval nas Cidades Históricas projeta Minas Gerais

Mulheres integrantes de bloco carnavalesco se apresentam com instrumentos de percussão durante o Carnaval nas Cidades Históricas de Minas Gerais, usando camisetas vermelhas e adereços coloridos, em ambiente festivo e cultural. Mulheres integrantes de bloco carnavalesco se apresentam com instrumentos de percussão durante o Carnaval nas Cidades Históricas de Minas Gerais, usando camisetas vermelhas e adereços coloridos, em ambiente festivo e cultural.
Bloco feminino anima o Carnaval nas Cidades Históricas de Minas com tradição, ritmo e celebração cultural vibrante. Foto: Divulgação/Cesar Tropia.

Tradição, folia e tranquilidade em alta

O Carnaval nas Cidades Históricas 2026 reafirma Minas Gerais como território onde a tradição pulsa forte, a folia ganha contornos autênticos e a tranquilidade encontra espaço legítimo. Mais do que uma agenda festiva, trata-se de um movimento cultural robusto, estratégico e profundamente enraizado na identidade mineira.

Lançada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), em parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, a iniciativa integra 47 municípios e consolida o estado como um dos principais destinos carnavalescos do Brasil.

Geferson Burgarelli e a secretaria de Estado de Cultura e Turismo Barbara Botega
O vice-presidente da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais e prefeito de Diamantina, Geferson Burgarelli e a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, no lançamento do Carnaval da Liberdade e da Tranquilidade 2026 nas Cidades Históricas. Foto: Divulgação/Cesar Tropia.

47 cidades, um só propósito

Ao reunir 47 municípios associados, o projeto amplia horizontes e descentraliza oportunidades. Cada cidade imprime sua identidade, mas todas compartilham um mesmo compromisso: preservar o patrimônio, estimular o turismo e oferecer uma experiência cultural genuína.

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Entre os destinos participantes estão quatro patrimônios culturais da humanidade reconhecidos internacionalmente:

  • Ouro Preto
  • Diamantina
  • Congonhas
  • Complexo das Cavernas do Peruaçu, em Januária

Esses cenários históricos transformam o Carnaval em algo que vai além da música e da dança. Aqui, o passado dialoga com o presente. Igrejas barrocas, ladeiras de pedra, casarões coloniais — tudo vira palco.

Carnaval com identidade mineira

Segundo a secretária de Estado de Cultura e Turismo, Bárbara Botega, o Carnaval nas Cidades Históricas fortalece a identidade cultural mineira e impulsiona o turismo com respeito às tradições locais.

Minas mostra ao Brasil que é possível realizar um Carnaval diverso, democrático e seguro, sem descaracterizar suas raízes. Um Carnaval que movimenta a economia. Que gera emprego. Que amplia renda. Mas que também preserva igrejas centenárias, manifestações populares e expressões artísticas autênticas. Não é apenas festa. É política pública cultural estruturada.

Impacto econômico expressivo

Os números impressionam — e não são projeções tímidas. Em Ouro Preto, a estimativa é receber cerca de 60 mil foliões, com movimentação próxima de R$ 20 milhões.

Já em São João del-Rei, o impacto econômico pode chegar a R$ 50 milhões, refletindo a força do Carnaval tradicional na região do Campo das Vertentes.

Em Diamantina, a perspectiva é de 40 mil foliões por dia. Em 2025, a cidade superou 350 mil participantes ao longo da festa, gerando aproximadamente R$ 30 milhões. Um crescimento que evidencia retomada, consolidação e amadurecimento do evento.

Durante anos, parte do público migrou para outros polos carnavalescos, especialmente com o fortalecimento da festa em Belo Horizonte. Mas o cenário mudou.

O vice-presidente da Associação das Cidades Históricas e prefeito de Diamantina, Geferson Burgarelli, destaca que o movimento nas cidades históricas vem se fortalecendo progressivamente. O Carnaval retorna às origens. Ganha fôlego. Reacende memórias.

Hoje, o desejo mudou de rota. Se antes muitos buscavam o litoral, agora escolhem Minas.

Blocos centenários e tradição viva

Poucos estados podem ostentar blocos carnavalescos com quase dois séculos de história.

Em Mariana, o tradicional Bloco Zé Pereira da Chácara completa 180 anos em 2026. Um marco simbólico que reafirma Minas como berço de alguns dos blocos mais antigos do país.

Ao lado dele, o histórico Zé Pereira dos Lacaios, de Ouro Preto, mantém viva uma herança que atravessa gerações.

São desfiles que carregam mais do que fantasias e instrumentos. Carregam memória coletiva.

Mariana: quase dois séculos de folia

Em Mariana, o Carnaval acontece de 12 a 17 de fevereiro, sob o tema “O mar de gente tem um gigante à frente”. A cidade histórica se transforma em um grande palco a céu aberto.

Desfiles de blocos. Escolas de samba. Shows no centro histórico. Celebrações especiais do quase bicentenário do Zé Pereira da Chácara.

Ouro Preto: plural e vibrante

Entre 12 e 17 de fevereiro, Ouro Preto promove uma programação intensa com mais de 50 blocos de rua, escolas de samba e grandes atrações musicais.

Mas há também o chamado Carnaval da Tranquilidade.

Nos distritos de Lavras Novas e São Bartolomeu, o ritmo desacelera. A programação cultural dialoga com a natureza, proporcionando experiências serenas, ideais para quem deseja celebrar sem abrir mão do sossego.

Essa dualidade — festa vibrante e refúgio tranquilo — é um dos grandes diferenciais do Carnaval mineiro.

Campo das Vertentes preserva essência

As cidades de São João del-Rei e Tiradentes mantêm o perfil que consagrou o Carnaval da região do Campo das Vertentes.

Blocos tradicionais. Marchinhas históricas. Centros históricos ocupados de forma organizada. Programação cultural que valoriza a memória coletiva.

O público que busca vivências autênticas encontra ali o cenário ideal: charme colonial, segurança reforçada e programação cuidadosamente planejada.

Itabira e o Sul de Minas em destaque

Em Itabira, o tema “A Cor Dessa Cidade” inspira um Carnaval descentralizado. A programação inclui pré-Carnaval, concursos tradicionais, blocos de rua e festas distribuídas entre bairros e distritos turísticos.

No Sul de Minas, a tradição também se impõe.

Aiuruoca realiza a 86ª edição do Aiurufolia, reconhecido como o primeiro Carnaval antecipado do Brasil, iniciado em 1938 na Serra da Mantiqueira.

Bom Jardim de Minas promove o BJ Folia 2026, alinhado ao conceito do Carnaval da Liberdade, com blocos tradicionais, marchinhas e shows diurnos que reforçam a identidade cultural local.

Carnaval familiar e comunitário

Outros municípios também fortalecem a programação com propostas que priorizam ambiente familiar, organização e segurança:

  • Bom Jesus do Amparo
  • Sabará
  • Caeté
  • Lagoa Santa

São cidades que apostam em carnavais comunitários, programação infantil e valorização das tradições locais, ocupando os espaços públicos com responsabilidade e integração social.

Minas como patrimônio do Carnaval

O que se observa em 2026 é mais do que um calendário festivo. É uma reafirmação estratégica de Minas Gerais como patrimônio cultural do Carnaval brasileiro.

Acesse aqui a programação de carnaval das cidades históricas de Minas Gerais.

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