Setor de joias de Minas leva ao Planalto pedido de apoio contra sobretaxas dos EUA

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O texto solicita apoio do Governo Federal diante das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos. Foto: Divulgação/Fiemg.

Representantes entregam documento a Alckmin e Anastasia 

Em representação ao Sindijoias Ajomig e às categorias apoiadas pela entidade, o empresário e conselheiro Raymundo Vianna esteve em Brasília para uma audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o ministro do Tribunal de Contas da União, Antônio Anastasia.

Na reunião, Vianna entregou um documento assinado pelo presidente do Sindijoias Ajomig, Murilo Graciano, e pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe. O texto solicita apoio do Governo Federal diante das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, que vêm impactando toda a cadeia produtiva de gemas e pedras preciosas no Brasil.

Defesa institucional do setor

A iniciativa reforça o movimento das entidades empresariais mineiras em busca de soluções institucionais que preservem a competitividade da indústria nacional. Segundo Vianna, a reunião foi uma oportunidade de apresentar o impacto econômico e social das medidas sobre centenas de empresas brasileiras dos setores de joias, gemas, bijuterias e folheados.

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Meu objetivo foi levar a eles a importância dessas empresas como geradoras de emprego, renda, receita e tributos. Também destaquei a necessidade de intercessão do poder público diante do tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, com um olhar especial para o problema social que já afeta drasticamente Minas Gerais. Os norte-americanos são nossos maiores compradores”, afirmou.

Tarifas elevam custos e pressionam exportações

As sobretaxas ampliaram significativamente os custos de exportação, elevando barreiras comerciais e reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

Entre 2025 e 2026, os EUA adotaram um pacote tarifário que começou com alíquota de 10% sobre a maioria das importações brasileiras e evoluiu para um regime que pode chegar a 50% sobre diversos produtos, dentro de uma estratégia de proteção comercial e retaliação econômica.

No setor específico de joias e gemas, as tarifas variam conforme o código tarifário do Harmonized Tariff Schedule (HTS) dos Estados Unidos.

Em regimes normais, sem medidas adicionais:

  • Itens de bijuteria podem ser taxados em torno de 11% ad valorem;
  • Pedras preciosas podem enfrentar tarifas indicativas próximas de 27%;
  • Joias de ouro e prata podem ter taxas entre 29% e 34,9%, conforme o enquadramento tarifário.

Com as sobretaxas adicionais, esses percentuais aumentam, pressionando margens de lucro, dificultando contratos e incentivando empresas a buscar novos mercados ou rever parte da produção para manter acesso ao mercado norte-americano.

Impacto em Minas Gerais

Minas Gerais concentra parte significativa da produção brasileira de gemas e joias, o que amplia o efeito das medidas sobre a economia estadual. O setor é intensivo em mão de obra e tem forte presença de pequenas e médias empresas, especialmente no interior.

Ao final da reunião, Vianna disse ter saído “com esperança” de que o governo federal possa atuar diplomaticamente para mitigar os impactos e preservar a competitividade da cadeia produtiva mineira no comércio internacional.

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