Copasa tem cinco anos para eliminar esgoto da Lagoa da Pampulha

A Procuradoria-Geral do Município (PGMBH) ajuizou Ação Civil Pública em setembro de 2021 pedindo que a Copasa apontasse um conjunto de obras que viabilize a extinção dos lançamentos dos efluentes no cartão postal da cidade.

A Copasa tem um prazo de cinco anos para deixar de lançar esgoto na Lagoa da Pampulha. A decisão é da Justiça Federal que homologou,ontem, o acordo entre o município de Belo Horizonte e a Concessionária. A Procuradoria-Geral do Município (PGMBH) ajuizou Ação Civil Pública em setembro de 2021 pedindo que a concessionária apontasse um conjunto de obras que viabilize a extinção dos lançamentos dos efluentes no cartão postal da cidade. O prazo para conclusão das obras necessárias começa a contar a partir hoje.

 Ainda de acordo com a sentença, o acordo homologado pela Justiça serve para solucionar problema social que já se arrasta há anos e que, para que seja devidamente resolvido, precisa de atuação conjunta da Copasa e de todos os entes envolvidos, os municípios de Belo Horizonte e Contagem. 

 Ação Civil Pública

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A PGMBH argumentou que, diante da especial proteção constitucional conferida à Lagoa da Pampulha desde o seu reconhecimento como Patrimônio Mundial da Humanidade, é necessária uma convergência de esforços, liderada pelo Município de Belo Horizonte, com a participação da Copasa, da União, do Estado de Minas Gerais e do Município de Contagem, para garantir que a população volte a desfrutar do bem em sua total potencialidade.

A manifestação apontou que os resultados dos vultosos investimentos feitos pelo Município de Belo Horizonte poderiam ser mais efetivos se a Copasa avançasse na universalização do esgotamento sanitário, que é de sua responsabilidade nos termos do Convênio firmado para concessão do serviço público de saneamento básico.

 A Procuradoria requereu à Justiça Federal ainda  “a concessão de tutela provisória de urgência para obrigar a Copasa a apresentar, no prazo de 45 dias, um Plano de Ação detalhado, com o respectivo cronograma, incluindo obras emergenciais.Isso para que 100% do esgoto na Bacia Hidrográfica da Pampulha seja coletado e tratado, a fim de impedir a continuidade de despejo de esgoto na Lagoa da Pampulha, bem como para explicar, no mesmo prazo, se a anunciada distribuição de R$ 820 milhões como dividendos extraordinários aos seus acionistas comprometerá a capacidade de investimento da companhia em obras de saneamento básico na Bacia Hidrográfica da Pampulha, sob pena de multa diária de R$ 100.000,00”.

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