A farsa dos institutos de pesquisa

Coluna Papo Reto - Walter Nery

A farsa dos institutos de pesquisa
Sinfronio

Estamos acompanhando a divulgação de inúmeras pesquisas de intenção de voto para as eleições deste ano, onde os resultados apontados intrigam, trazem desconfiança e desinformam a população.

Recentemente, o Datafolha, famoso instituto conhecido pela manipulação e distorção de dados pesquisados, revelou no final do mês passado o que seria o atual quadro da preferência do eleitorado para as eleições deste ano.

Divulgado pelo site do jornal “Folha de São Paulo”, e reverberado em rede nacional pela TV Globo, a pesquisa do Instituto criou 04 diferentes cenários.

Em todos eles, o maior ladrão do mundo (é só pesquisar no google) aparece com folga na liderança, vencendo Bolsonaro de norte a sul do país (acreditem se quiser), em diferentes camadas da população. Apenas entre os evangélicos ocorreu o empate técnico, com pequena vantagem para o presidente.

Este seria o quadro verificado, ainda que o ex-presidiário não consiga sair às ruas, sequer para ir na padaria da esquina comprar pão!

Como acreditar em pesquisas eleitorais tão dissonantes com a realidade verificada junto à esmagadora maioria da população brasileira, que em inúmeras manifestações país afora demonstra de forma incontestável seu repúdio ao retorno da esquerda corrupta e criminosa ao poder?

Devemos dar credibilidade a institutos de pesquisa que, além de apresentar números fantasiosos, se notabilizaram pela militância política, erros grotescos e manipulação de dados, vendendo resultados por encomenda, conforme o   bolso do freguês?

Sobretudo em ano eleitoral, as pesquisas de intenção de voto se multiplicam na mídia e redes sociais, supostamente para refletir o desejo da população com o cenário político atual, influenciando muitas vezes os indecisos.

Os inúmeros questionamentos, evidentemente, emergem sobre os procedimentos adotados, pouco ou nada confiáveis, levando à inevitável descrença e desqualificação dos resultados divulgados. Na prática, todos sabemos que os números divulgados são encomendados conforme os interesses dos contratantes. Não há como fiscalizar.

A malandragem da pesquisa eleitoral é sistêmica, e bem engendrada. Diferem das enquetes realizadas na internet, por seguirem uma “metodologia científica”, com um passo a passo estudado, documentado e pré-definido para coleta, tratamento, análise dos dados e divulgação dos resultados.

Além de servirem como ferramenta de campanha para candidatos e políticos, as pesquisas influenciam o voto do eleitor indiferente, os famosos “isentões”. Há uma grande probabilidade desse eleitor votar em quem está liderando as intenções de voto.

Temos mais institutos de pesquisa em 2022 que em anos anteriores. Isto se deve ao fato das eleições brasileiras serem importantes não só no cenário político nacional, mas também internacional, com o Brasil no centro das atenções do mundo inteiro pelo seu enorme potencial de crescimento na atual crise mundial, agravada pelas consequências econômicas da Covid e a guerra na Ucrânia.

Os institutos de pesquisa sustentam que o número de pessoas entrevistadas depende de critérios estatísticos. Usando base de dados do TSE, definem como vão estratificar a amostra.

Assim, se as mulheres representam 53% do eleitorado, o instituto deve entrevistar 53% de mulheres em sua amostra. Também são levados em conta fatores como escolaridade, região, população economicamente ativa, idade, renda, e por aí vai.

Outros fatores também podem influenciar o resultado de uma pesquisa eleitoral: a quantidade de entrevistados, a ordem, a maneira como as perguntas são feitas, e como a amostra foi estratificada. Fatores de interesse costumam ter um peso enorme. É importante perguntar se quem contratou a pesquisa está tentando criar uma narrativa, como de fato acontece.

Existem várias maneiras de se realizar uma pesquisa de opinião. As mais usadas pelos institutos atualmente são a presencial ou por telefone. A “face a face” pode ser realizada pelo entrevistador que vai até a casa de um eleitor para entrevistá-lo, ou ainda em local com grande de fluxo de pessoas – uma rua de um determinado bairro, por exemplo. É como o Datafolha realiza suas pesquisas, por exemplo.

A entrevista por telefone também pode ser realizada de duas maneiras: com um entrevistador fazendo as perguntas, ou por meio de gravações automatizadas, em que o entrevistado responde clicando em números do seu telefone ou celular. Um dos institutos que adota este modelo “robotizado” é o PoderData.

Há vantagens e desvantagens entre esses métodos e os institutos decidem qual deles aplicar dependendo do objetivo do levantamento. Em uma pesquisa presencial, por exemplo, o contato com o entrevistador pode influenciar em uma determinada resposta ou, ainda, o viés do entrevistador pode influenciar quem ele escolhe para abordar na rua – no caso do método de fluxo.

Já as pesquisas por telefone ficam limitadas a bases de dados, com listas de telefone que são compradas pelos institutos, além da possibilidade de erro de digitação ou pressa em responder no caso das entrevistas automatizadas.

Para os políticos, as pesquisas de intenção de voto servem para testar nomes de futuros candidatos, e ajudam na formulação de estratégias de campanha e busca por apoios. Para empresários e líderes de entidades de classe, elas ajudam a decidir apoios e, mais adiante, podem ser relevantes para os investimentos no mercado financeiro.

Mas o que se verifica no Brasil é que as pesquisas desafiam, cada vez mais, a inteligência dos brasileiros. Isto porque a maioria dos resultados vêm sendo encomendados e forjados, na medida em que aumenta a disputa e se aproxima o veredito das urnas em Outubro próximo.

Agora, os institutos de pesquisa tentam despistar, admitindo que a “larga vantagem” do ex-presidiário sobre Bolsonaro está caindo nos últimos dias.

Isso porque o candidato ébrio e corrupto, ensandecido como de costume, tem defendido, entre outras aberrações, que as mulheres deveriam perder a vergonha de tirarem os bebês de seus ventres, legalizando o aborto no Brasil; também que a elite brasileira, aquela que produz emprego para o país, é escravista.

Mas não para por aí. Afirmou ainda que a classe média ostenta um padrão que não se vê nem na Europa, muito acima do necessário, mesmo ostentando um relógio no pulso de 84 mil reais; que militantes petistas deveriam incomodar famílias de parlamentares em suas casas, incluindo esposas e filhos, para pressioná-los; e que os empréstimos do BNDES para a Venezuela deveriam ser retomados, ainda que todos saibam que jamais serão pagos.

Prosseguindo em seus recentes devaneios, defendeu com toda sua arrogância que resolveria a invasão da Ucrânia numa mesa de bar, com muita cerveja; que Deus é petista; e que vai demitir 8 mil militares, que ocupam atualmente cargos de confiança.

A demência do delinquente é evidente. Por isso, crescem em Brasília os rumores de que poderá desistir da sua candidatura presidencial.

A expectativa, segundo seus comparsas mais próximos, é que passe o bastão para Fernando Haddad, quando se convencer de que esta jogada “genial” irá empolgar o eleitorado que resiste a votar nele, em razão de todo seu passado imundo e criminoso.

Mas não era esse o líder disparado nas pesquisas, candidato que o Instituto Datafolha revelou ser o preferido dos brasileiros para as eleições deste ano, de norte a sul do país? Só agora descobriram quem ele é? Dizer mais o quê?

Não se deixem enganar!

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

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Walter Nery é pré-candidato a Dep. Estadual pelo PTB/MG. Formado em Jornalismo pela PUC-MG, trabalhou nas seguintes emissoras : Rádio Capital - repórter e editor; TV Globo - apurador, produtor, repórter e editor de texto; TV Bandeirantes - repórter. - Formado em Direito pela Universidade Fumec - BH(MG): Advogado atuante nas áreas cível, trabalhista, penal e previdenciário.