Aborto

Coluna Confusão - José Francisco Resende

Aborto
 Ridofranz/Thinkstock/Getty Images Leia mais em: https://bebe.abril.com.br/gravidez/como-estimular-o-bebe-dentro-da-barriga/

Alô a todos!

O tema de hoje é delicado, não apenas pelo ato em si, mas pelas diversas objeções que enfrenta. De um lado a religiosidade, do outro mulheres com gravidez indesejada, estupradas, feministas, que argumentam que o corpo é delas e elas fazem o que quiser. Ou gostariam de fazer.

É delicado porque a mãe pode estar gestando um bebê anencefálico (sem cérebro), com uma doença terminal, sem perspectiva de sobrevivência.

Vamos às duas versões, já que a coluna ter o dever de mostrar fatos. A opinião é de cada um, inclusive a minha que também sou filho de Deus e tenho o direito de expressar meu pensamento, o que me traz uma vantagem por poder publicar em um grupo de comunicação grandioso e uma das melhores plataformas que existem.

Vamos lá: gravidez indesejada não pode induzir ao aborto. Porque simplesmente a mãe, se é esclarecida o suficiente para fazer amor e tem ao seu alcance métodos contraceptivos não pode alegar que seja (sem querer) que ela engravidou. Na hora do “rala e rola” é mulher. Depois se diz que tem o direito de abortar? Então espera a criança nascer e mata! Quero ver ter coragem, olhando nos olhos da criança. O erro da tal “gravidez indesejada” não termina com o parto. Ele permanece na consciência da mãe e do pai que foram os protagonistas do fato. Há que ter responsabilidade sobre seus atos, principalmente se estes atos incluem a vida e a morte.

No caso de estupro, imagine a mulher que engravida de um estuprador (o pior dos criminosos). Se tiver a criança, dá a ela o direito de ter um lar, pais que se preocuparão com eles. Que os terão como filhos, ainda que adotados. Se a vítima de estupro sofre durante nove meses, se entrega a criança para adoção a dor passa com nove meses. Se abortar, carregará culpa pelo resto de sua vida além de passar por julgamentos nos planos terrestres e cósmicos. É uma culpa eterna.

Se o bebê for anencefálico ou tiver alguma doença terminal, cumpre à mãe com a devida orientação médica e jurídica decidir. Afinal será uma existência sem perspectiva, sem o menor fio de esperança. Então, a decisão deve ser aí sim, da mãe.

Mas citemos aqui o poeta Reinaldo Ribeiro: O aborto é a soma de dois crimes, pois não se limita à atrocidade de negar luz a uma existência, como também tenta legitimar a mais bárbara dentre as covardias, chegando ao ponto de bestializar a surda e cega consciência daqueles que o aprovam!

O mais efervescente argumento para muitas que defendem a legalização do aborto é “meu corpo minhas regras” – diante disso, contra-argumento que – cada um de nós, desde a concepção é dono do seu corpo. Inclusive os seres humanos que são mortos por vontade da mãe.

Como expressão da minha opinião, sou diametralmente contra o aborto. É um assassinato sem direito à defesa. É um furto (o pior deles) do futuro de um ser humano.

E até a próxima semana!

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

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José Francisco Resende - Advogado, Mestre e Doutor em Comunicação Social. Foi superintendente da Lar Imóveis, pós graduando em pericia criminal e investigação forense, foi coordenador de Marketing da Federação do Comércio, Bens e Serviços – Fecomércio MG, coordenador nacional de marketing da Pharlab – Indústria Farmacêutica e CEO da Multicom do Brasil, empresa de Comunicação de âmbito nacional. Foi consultor do Grupo Balcão e especialista de comunicação. Palestrante do SEBRAE MG. Leia sua coluna toda sexta-feira no Balcão News!