As armadilhas da esquerda

Coluna Papo Reto - Walter Nery Hilel

As armadilhas da esquerda
Reprodução

O primeiro turno das eleições gerais deste ano vai acontecer no dia 02 de outubro próximo.

Na semana que passou, encerrou-se no último dia 04 de maio o prazo definido pelo TSE para a emissão de novos títulos, e a regularização dos já existentes, estabelecido pela Lei das Eleições. Os números atualizados dos eleitores brasileiros aptos a votar serão disponibilizados somente em julho.

O novo perfil do eleitorado no país ainda é uma incógnita, mas foi possível observar uma preocupação desesperada da esquerda com dois públicos em especial, os jovens e os idosos.

Por um lado, nunca se viu na grande mídia uma campanha tão intensa para que jovens entre 16 e 18 anos tirassem seus títulos de eleitor, mesmo que apresentem um aparente desinteresse pelas eleições e a desilusão com a política.

Apesar do voto ser facultativo nessa faixa etária, a esquerda aposta alto nessa camada da população. A mobilização de artistas militantes, celebridades e políticos foi intensa. Estima-se que o país ganhou 2 milhões de novos eleitores.

Sob uma pretensa campanha de conscientização dos jovens eleitores, essa manobra é na verdade uma estratégia relacionada à criminosa doutrinação ideológica verificada em nossas escolas e universidades, onde cada vez mais o ensino vai sendo substituído pela militância política.

A qualidade da educação no Brasil nunca foi tão baixa, apesar dos esforços incansáveis do governo Bolsonaro para mudar essa realidade, um dos maiores problemas do país. Nosso presidente tem plena consciência de que a educação liberta o indivíduo por meio do conhecimento, e a doutrinação o condena à ignorância duradoura e permanente.

A doutora em política educacional pela Universidade de São Paulo, Ilona Becskeházy, que ocupou há dois anos a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, prestou recentemente um detalhado depoimento da situação da educação no Brasil, em entrevista ao programa Contraponto da Brasil Paralelo.

Disse que o MEC não trabalha para o governo Bolsonaro, e que tinha pena de um governo que iria entregar pouco na educação, com tantos obstáculos a serem ultrapassados.

“Não há massa crítica hoje para formar um MEC realmente de qualidade em todas as suas Secretarias e Diretorias”, afirmou a conceituada educadora, assegurando que Paulo Freire não merece o título de patrono da educação brasileira.

Segundo dados da plataforma Brasil Paralelo, 61% dos pais sabem que os professores fazem discursos politicamente engajados em sala de aula, e acham isso normal.

Uma pesquisa de 2008 encomendada pela revista Veja ao Instituto Sensus apresentava resultados alarmantes e preocupantes da educação brasileira já naquela época.

Quase 80% dos professores brasileiros acreditam que o discurso politicamente engajado em sala de aula faz sentido. Entendem que a escola tem a função de formar cidadãos, antes de ensinar a matéria ou preparar nossas crianças para o futuro.

A mesma pesquisa já apontava, como referência de cidadania, figuras de ditadores como Che Guevara, Lenin e Hugo Chaves.

Grande parte dos professores, até hoje, reconhecem promover suas preferências políticas e partidárias em sala de aula, e acreditam que essa é sua missão principal, mais importante que ensinar interpretação de texto ou matemática.

Os reflexos dessa mentalidade doentia são que o Brasil ocupa os últimos lugares no ranking de educação, e que os alunos brasileiros estão entre os que menos lêem. Pesquisa do Inaf – Indicador de Alfabetismo Funcional – de 2018, revela também que três em cada dez brasileiros não conseguem resolver contas básicas.

As famílias precisam ver o que seus filhos estão estudando, já que grande parte dos livros didáticos de hoje pregam a ideologia de gênero de forma escancarada desde o ensino fundamental.

O discurso político vai ganhando mais espaço que o próprio conteúdo nas escolas. E assim a doutrinação ideológica, com o emburrecimento orquestrado dos nossos jovens, passa a ser moeda de troca para angariar votos para a esquerda nessa camada da população.

Mas não é só.

Além de buscar votos entre os jovens manipulados, a esquerda se articulou também para neutralizar os votos dos idosos, em sua esmagadora maioria eleitores do presidente Bolsonaro.

Milhares de títulos foram cancelados pelo TSE no país inteiro, sem qualquer justificativa plausível, a não ser para enfraquecer Bolsonaro e seus seguidores.

Alertados nas redes sociais, muitos idosos ainda correram para regularizar sua situação junto à Justiça Eleitoral, a despeito das inúmeras barreiras e dificuldades encontradas de norte a sul do país. Em São Pedro D’Aldeia (RJ),

por exemplo, passou-se a exigir o comprovante de vacinação contra a Covid para regularização de títulos. Mais uma das inúmeras arbitrariedades cometidas contra os brasileiros de boa-fé, sempre com o apoio incondicional da grande mídia covarde e dissimulada.

O TSE também firmou recentemente um acordo com a plataforma WhatsApp, para que um novo recurso do aplicativo - batizado de Comunidades, que permite grupos com milhares de pessoas, só comece a funcionar no Brasil após o segundo turno das eleições, mesmo já sendo disponibilizado no mundo inteiro. Todos sabem que o aplicativo é uma das maiores armas dos eleitores de Bolsonaro.

E não pára por aí.

Agora, o Ministro Edson Fachin, presidente do TSE, rejeitou as novas propostas apresentadas pelas Forças Armadas para a transparência das urnas eletrônicas, na Comissão de Transparência Eleitoral, criada por aquela Corte.

O Tribunal, segundo seu presidente, afirma que não existe nenhuma “sala escura” na apuração dos votos, e rejeita novas propostas apresentadas pelo Ministério da Defesa com o objetivo de melhorar a segurança do sistema eleitoral.

O TSE também entendeu que o Serviço de Inteligência do Exército brasileiro, que já demonstrou as inúmeras fragilidades das urnas eletrônicas, fez questionamentos a partir de uma série de erros conceituais que não possuíam embasamento.

Fachin ainda teve o cinismo de afirmar que “A Justiça Eleitoral tem historicamente assegurado a realização de eleições íntegras em nosso país”. Será mesmo? Quer enganar quem cara pálida?!

Precisamos ficar atentos a todas essas manobras e estratégias dos que atuam a favor das forças do mal. O futuro do Brasil continua seriamente ameaçado. Não podemos baixar a guarda. Afinal, o preço da liberdade é a eterna vigilância!

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.

  • Eliselene Vieira
    Eliselene Vieira
    Texto muito bom! Não vai ser fácil, mas não impossível!
    12 days atrás Responder  Curtir (1)

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Walter Nery é pré-candidato a Dep. Estadual pelo PTB/MG. Formado em Jornalismo pela PUC-MG, trabalhou nas seguintes emissoras : Rádio Capital - repórter e editor; TV Globo - apurador, produtor, repórter e editor de texto; TV Bandeirantes - repórter. - Formado em Direito pela Universidade Fumec - BH(MG): Advogado atuante nas áreas cível, trabalhista, penal e previdenciário.