Aumento da taxa SELIC pelo Banco Central é vista com preocupação na FIEMG

Entidade entende que a alteração prejudicará a recuperação econômica no país

Aumento da taxa SELIC pelo Banco Central é vista com preocupação na FIEMG

O Sistema FIEMG formalizou em seu site a preocupação da entidade com a elevação da taxa SELIC de 6,25% para 7,75% ao ano, decidida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. A entidade acredita que a alteração prejudicará a recuperação econômica no país

Confira na íntegra o anúncio: 

A FIEMG enxerga com preocupação a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, de elevar a taxa SELIC de 6,25% para 7,75% ao ano. O ritmo acelerado de aumento da taxa SELIC prejudicará a recuperação da economia brasileira, ainda muito fragilizada pela pandemia de Covid-19.

Os principais indicadores de atividade do terceiro trimestre evidenciaram uma perda de ímpeto da atividade econômica. A taxa de desemprego segue em patamar historicamente alto (13,2%), assim como o nível de endividamento das famílias e das empresas. Nesse cenário, a desaceleração da retomada econômica está contratada.

A escalada dos juros representa mais um desafio para os setores produtivos, que convivem com problemas estruturais antigos, como elevada carga tributária, déficit de infraestrutura e alto custo do capital, entre outros. Essa realidade precisa ser revertida. O caminho passa pela retomada da agenda de reformas estruturais que melhorem o ambiente de negócios, proporcionem segurança jurídica e promovam o equilíbrio fiscal, como é o caso da reforma administrativa.

Em outra hipótese, viveremos com o risco de perda de investimentos e de baixo crescimento da economia brasileira.