Cia. Palhadiaço abre temporada on-line nesta sexta-feira, dia 04

Espetáculo Depósito será tranmitido pelas redes sociais do grupo e de coletivos parceiros de forma gratuita

Cia. Palhadiaço abre temporada on-line nesta sexta-feira, dia 04
Crédito: Arquivo Cia. Palhadiaço

A Palhadiaço, Cia atuante no Itaim Paulista, na Zona Leste de São Paulo, entrará em cartaz com espetáculo Depósito pelas redes sociais do grupo e de coletivos parceiros. Toda programação é on-line e gratuita. 

As apresentações começam na sexta-feira, dia 4 de junho, às 18h, pelo Facebook e YouTube da Cia. Palhadiaço, simultaneamente. As demais sessões serão transmitidas nos dias 5, 6, 12, 13, 19, 20 e 27 de junho (sábados e domingos, às 15h), também pela página de outros coletivos teatrais, um a cada dia.

O enredo de Depósito se passa em um tempo no qual a arte se tornou um vírus e as pessoas infectadas, de nariz vermelho, são isoladas em um depósito de artistas. Com criação coletiva, o espetáculo investiga a “palhaçaria periférica”, que cria diálogos com a cidade, suas periferias, seus artistas e suas excelências artísticas subversivas e resistentes.

No espetáculo, o vírus da arte causa uma doença com muitos sintomas e, em quadros mais graves, o paciente fica com o nariz vermelho. Um estado totalmente desarticulado é instituído com medidas severas para aniquilar a existência artística: depósitos são construídos para isolar os infectados/artistas.  Os palhaços são os últimos artistas restantes, e são confinados. O nascimento de uma criança com o nariz vermelho acelera a necessidade de erradicar a síndrome. Ativistas protestam. E a poção de cura é adulterada pela criança com sua própria fralda. Quando ingerida pelos palhaços, o efeito é invertido, provocando uma epifania artística.

Depósito é um espetáculo lúdico-musical-reflexivo sobre identidade cultural, arte e relações de autoridade. A música desempenha papel fundamental com paródias, releituras e composições originais, entre as quais um rap, que traz uma hilária batalha de palhaços.

O projeto foi viabilizado pelo VAI - Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.