Desmistificando a catarata

Dr. Leonardo Gontijo, diretor clínico do Instituto de Olhos Minas Gerais, oftalmologista especialista em córnea e cirurgia refrativa, professor da Santa Casa Belo Horizonte e do Instituto de Olhos Ciências Médicas (IOCM)

Desmistificando a catarata


A catarata está entre as principais causas de deficiência visual que pode ser corrigida. A doença, que acomete principalmente os idosos, caracteriza-se pela perda de transparência do cristalino – lente natural dos olhos – prejudicando a entrada de luz nos olhos. Os sintomas mais comuns são sensação de visão embaçada, alteração contínua da refração (grau dos óculos), sensibilidade à luz, espalhamento dos reflexos ao redor das luzes e percepção que as cores estão desbotadas.

Sua principal causa é o envelhecimento, mas a catarata também pode ser desencadeada pela diabetes, uso de colírios com corticoides, sem indicação de um oftalmologista, inflamação e até mesmo traumas. Embora seja comumente relacionada à idade, crianças podem nascer com o problema, devido a fatores genéticos ou a infecções intrauterinas, como rubéola, sífilis e toxoplasmose, adquiridas no primeiro trimestre de gestação.

Na maioria das vezes, a catarata se desenvolve progressivamente e não chega a atrapalhar as atividades rotineiras, como ler e dirigir. Nesta fase, tendo o devido acompanhamento de um oftalmologista, pode ser recomendável o uso de colírios, óculos ou lentes de contato até o momento ideal para realizar a cirurgia. No caso de crianças com catarata congênita, é importante frisar que seu olho está em fase de crescimento, portanto caberá ao médico a decisão pela cirurgia imediatamente ou mais tarde, tendo em consideração se a doença está afetando ou não a visão.

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Antigamente, acreditava-se que a cirurgia nos adultos era indicada quando a catarata estivesse “madura”. Mas atualmente, com a segurança da técnica, temos optado pela cirurgia um pouco mais precocemente, garantindo ao paciente uma reabilitação mais rápida, e uma maior acurácia nos cálculos da lente a ser implantada. 

A técnica cirúrgica evoluiu consideravelmente, sendo cada vez mais previsível, rápida, segura e indolor. É resultante de uma combinação de laser e facoemulsificação. O procedimento é feito com colírios anestésicos e uma sedação leve. É fundamental seguir as orientações médicas no pós-operatório, tais como usar os colírios recomendados; não esfregar o olho; não dormir sobre o olho operado nos primeiros dias; fazer repouso; não praticar atividades físicas; não pegar peso. Grande parte do sucesso dessa cirurgia depende do paciente e de um pós-cirúrgico bem feito.

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