Entenda a relação entre o exercício físico e o COVID-19

Novos estudos mostram que manter atividade física aumenta as chances de sobrevivência em pacientes com COVID-19 em até oito vezes.

Entenda a relação entre o exercício físico e o COVID-19
Freepik

A pandemia desencadeada pela COVID-19 e as estratégias implementadas para tentar controlá-la criaram um ambiente pouco propício à manutenção das atividades de vida diária.  Os benefícios da atividade física e do exercício no fortalecimento do sistema imunológico têm sido amplamente documentados.

Novos estudos mostram que manter atividade física regular aumenta as chances de sobrevivência em pacientes com COVID-19 em até oito vezes em comparação com aqueles que levam uma vida sedentária.

Os estudos mais recentes indicam que o grupo que manteve atividade física constante, leve ou moderada, apresentou risco de mortalidade de 1,8% comparado a 13,8% do grupo com sedentarismo;  ou seja, pessoas que se exercitam regularmente têm até oito vezes mais chances de sobreviver do que pessoas sedentárias.

A inatividade física está associada a múltiplos efeitos nocivos à saúde, entre eles;  diminuição da capacidade aeróbica (redução de aproximadamente 7% no V̇O2max.), diminuição da massa musculoesquelética e diminuição da capacidade cognitiva.  Por sua vez, foi determinado que a inatividade, independentemente de sua causa, gera redução da função cardíaca e aumento do risco de desenvolver doença coronariana e morte súbita a longo prazo.

Por outro lado, a inatividade física é responsável por alterações a nível metabólico causando alteração da sinalização da insulina, que a curto prazo gera aumento da resistência à insulina e diminuição da lipólise (quebra de gordura).  As alterações na lipólise contribuem para um aumento da gordura visceral (gordura nos órgãos), que está associada a um risco aumentado de desenvolver síndrome metabólica e a um risco cardiovascular aumentado.

A manutenção da atividade física de forma regular melhora os fatores de risco cardiovascular comuns, e foi comprovado a influência do exercício físico na sobrevida ou mortalidade desses pacientes.

A partir de agora, o exercício físico regular torna-se um fator primordial, pois reduz oito vezes a possibilidade de morrer de COVID-19 quando a pessoa necessita de internação hospitalar.

As evidências científicas mostram  a importância da atividade física em tempos de pandemia.  A atividade física diária tem um papel fundamental no combate ao COVID-19, principalmente na população mais vulnerável.