Família Paulaner – Tradição à serviço da Escola Alemã

Família Paulaner – Tradição à serviço da Escola Alemã

Ein prosit Lupuladas e Lupulados! Hoje é sexta e dia de coluna Mais Um Lúpulo né! Para você que está se perguntando o que é “Ein Prosit”, preciso contar que conheci essa expressão quando estive na Oktoberfest de Blumenau em 2007 e ela nada mais é que “Um Brinde” em alemão. E quem já esteve nesse icônico evento, seja aqui ou na Alemanha, certamente já ouviu o animado cântico ““EIN PROSIT, EIN PROSIT der gemütlichkeit" (um brinde, um brinde ao ambiente acolhedor). Já descobriu né! Hoje vamos falar de uma estrela e figurinha carimbada das cervejas alemãs. Com vocês: Paulaner!

O nome “Paulaner” tem origem na “Ordem dos Mínimos” (Paulaner Orden, em alemão), uma ordem religiosa fundada por São Francisco de Paula, o Santo que aparece no logotipo da marca. A história dessa clássica cervejaria começa à medida que os habitantes de Munique começaram a reconhecer e apreciar as cervejas produzidas pelos monges do monastério São Francisco de Paula, até que no dia 24 de fevereiro de 1634, produtores locais formalizaram uma queixa ao prefeito da cidade para proibir os monges de venderem suas cervejas. Final da história: eles não obtiveram êxito e este evento se tornou referência oficial e é até hoje considerada a data de fundação da cervejaria. 
Criada e pautada pela tradição dos monges, a cervejaria Paulaner é reconhecida por priorizar a produção de cervejas premium, elaboradas de acordo com a Lei de Pureza de 1516, a Reinheitsgebot (ainda vamos falar sobre isso). Em 1806 ela foi adquirida pelo mestre cervejeiro Franz Xaver Zacherl, que então continuaria a tradição dos antigos monges, produzindo uma cerveja tipo Starkbier que recebeu o nome de “Salvator”, uma antiga e velha receita dos monges. Para se ter ideia, em 1837 o rei Ludwig da Baviera declarou a cerveja Paulaner Salvator um artigo de luxo, dada a sua qualidade única.

Após mais de um século de mudanças, evoluções e fusões, em 1994 o nome da cervejaria foi transformado em Paulaner Brauerei AG e cinco anos depois passaria a ser o atual Paulaner GmbH & Co. KG. E aí vem uma curiosidade: o Grupo Paulaner mantém 50,1% do capital social, mas o restante, 49,9%, pertence ao meu xodó e holandesa Heineken.

Mesmo com todo esse contexto de modernização, a Paulaner permanece conectada à suas origens. Sua presença, na mundialmente conhecida Oktoberfest, é apenas um exemplo de como a marca mantém seu vínculo e respeito com as tradições da Escola Alemã (clique aqui e relembre) e seus laços com a cidade de Munique.
Atualmente, a Paulaner oferece uma linha completa de cervejas premium, com cerca de 15 rótulos em seu portfólio, dentre as quais destaco: Hefe-Weißbier, cerveja tradicional de trigo, de cor amarelo turvo e não filtrada; Hefe-Weißbier Alkoholfrei, versão sem álcool da famosa cerveja de trigo, mas que apresenta um aroma bem agradável de malte e cereais; Hefe-Weißbier Dunkel, cerveja que recebe adição de maltes de trigo torrados (escuros); Münchner Hell, de cor dourada brilhante, que é uma cerveja puro malte de alto drinkability.

Mas o grande destaque é realmente a Salvator, cerveja clássica, com sua receita ligada ao consumo durante o jejum da Quaresma pelos antigos monges, e que apresenta notas de maltes tostado e caramelo, que é considerada tão forte e nutritiva que vale como refeição. Era conhecida como o “pão líquido” dos monges e é considerada a primeira Double Bock da história.

Oportunidades e estilos não faltam para a Paulaner e seus rótulos são facilmente encontrados em grandes redes de supermercado e sites de e-commerce. Quem sabe será nesse final de semana que você ira conhecer. Depende de você, bele? Cheers!

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