Governo estuda usar outras vacinas para ampliar imunização infantil

No Brasil, apenas a vacina da Pfizer é aprovada pela Anvisa para ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos, mas governo estuda possibilidades

Governo estuda usar outras vacinas para ampliar imunização infantil
Igo Estrela/Metrópoles

O Ministério da Saúde admite que estuda usar outras vacinas contra a Covid-19, doença causada pelo coronavírus, para ampliar a imunização infantil contra a enfermidade. A medida, contudo, depende do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nesta terça-feira (11/1), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, ao chegar à sede da pasta, em Brasília, que “todas as vacinas aprovadas pela Anvisa podem ser avaliadas para o programa de vacinação”.

A declaração ocorre em meio à intenção da pasta de incluir a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, para uso em crianças caso tenha o aval da agência reguladora.

“O presidente [Jair Bolsonaro] disse que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa podem ser consideradas para o Plano Nacional de Operacionalização. Se a Anvisa aprovar, o Ministério da Saúde vai analisar as condições dessa aprovação e, como de costume, liberar esse imunizante para a população brasileira”, destacou.

No Brasil, apenas a vacina da Pfizer é aprovada pela Anvisa para ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos. O Ministério da Saúde vai receber 20 milhões de doses da Pfizer no primeiro trimestre deste ano.

A tampa do frasco da vacina virá na cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de imunização e também por pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para receberem a aplicação do fármaco. Para os maiores de 12 anos, o imunizante, que será administrado em doses de 0,3 ml, terá tampa de cor roxa.

Informou Metrópoles.