Halloween sem fim

No Brasil, parece que todos os dias é Dia das Bruxas. Assistimos quase que rotineiramente a subversão das normas sociais, e a perpetuação do lado sombrio do comportamento humano.

Halloween sem fim

Como nem todos sabem, o Halloween, ou Dia das Bruxas, é uma tradicional festa americana, introduzida nos Estados Unidos por imigrantes irlandeses no século XIX. Sua origem remonta ao século 18, onde os historiadores apontam para um antigo festival pagão, o festival celta de Samhain, que seria uma homenagem ao “Rei dos mortos”.

A celebração, ocorrida em 31 de outubro passado, é realizada em diversos países do mundo, inclusive no Brasil. Uma festa baseada em temas sombrios, com bruxas, caveiras, múmias, fantasmas, zumbis, morcegos e gatos, cujo pedido de doces realizado pelas crianças está relacionado com a antiga tradição celta, onde se oferecia comida para apaziguar os espíritos maus.

Mas a tradição mais popular do Halloween, de usar fantasias e pregar sustos, não tem qualquer relação com os doces.

Ela veio após a transmissão pelo rádio, nos Estados Unidos, de uma adaptação do livro Guerra dos Mundos, do escritor inglês H.G.Wells, que gerou uma grande confusão quando foi ao ar, em 30 de outubro de 1938.

Ao concluí-la, o ator e diretor americano Orson Wells deixou de lado seu personagem para dizer aos ouvintes que tudo não passava de uma pegadinha de Halloween, e comparou seu papel ao ato de se vestir com um lençol para imitar um fantasma e dar um susto nas pessoas. Mas, àquela altura, muitos já pensavam que, assim como no livro, a terra estava realmente sendo invadida por marcianos.

No Brasil, parece que todos os dias é Dia das Bruxas. Assistimos quase que rotineiramente a subversão das normas sociais, e a perpetuação do lado sombrio do comportamento humano. Por aqui, os sustos quase diários vão se tornando um eterno pesadelo, e apaziguar os maus espíritos está ficando cada dia mais difícil.

Basta dar uma olhada nos recentes acontecimentos, na semana que passou.

Tivemos a entrega do relatório final da CPI DA INQUISIÇÃO, cuja distopia perturbadora fica evidente com tantos zumbis no Senado Federal.

Os degenerados, inescrupulosos e pútridos senadores da República, liderados por Renan Calheiros, são mais perigosos que a própria COVID. Abutres sedentos, querem a todo custo desestabilizar e destruir o país, com inverdades, absurdos, e uma sordidez jamais vista na política, tentando assassinar reputações de pessoas que tanto fizeram pelos brasileiros durante a crise sanitária da COVID.

Se amontoaram diante de câmeras e holofotes da grande mídia, para anunciar o resultado de suas sandices delirantes, e “medidas” que seriam tomadas para acabar de vez com o Presidente da República. Imputaram covardemente 9 crimes a Bolsonaro, indiciaram outras 77 pessoas e 2 empresas, e incluíram ainda o pedido para afastar o presidente de suas redes sociais.

Não satisfeitos, tiveram a cara de pau de anunciar que vão fazer pressão junto ao Procurador Geral da República, Augusto Aras, sem provas nem qualquer fundamentação jurídica ou legal que justifiquem suas investidas torpes e maldosas. Ainda correram para pedir apoio ao queridinho de seus devaneios, o Min. Alexandre de Moraes, do STF.

Mas os maus espíritos que assolam o Brasil atualmente não estavam somente ali. Na semana do Halloween se fizeram representar também no Tribunal Superior Eleitoral – TSE.

Foi naquela Corte, durante o julgamento do pedido de cassação da chapa Bolsonaro/Mourão, apresentado pelos PTralhas, que o perseguidor e incansável caçador das liberdades individuais, votando pelo STF contra o pedido apresentado, disse que não havia provas, mas tinha certeza que houve disparos em massa nas redes sociais, que favoreceram Bolsonaro em 2018.

Alexandre de Moraes votou junto com a maioria, para não cassar a chapa vitoriosa nas últimas eleições, mas deixou claro que se acontecer de novo em 2022, mesmo sem provas, a chapa será cassada. Entenderam? E adivinha só quem será o presidente do TSE no ano que vem? Um doce para quem acertar!

E os espíritos das trevas ainda deram uma passada rápida em Minas Gerais.

Resolveram infernizar a vida do jogador de vôlei do Minas Tênis Clube, Maurício Souza.

O central do clube mineiro, e também da seleção brasileira, teve seu contrato rescindido após realizar uma postagem nas redes sociais, criticando a nova versão bissexual do Super-homem, anunciada pela DC Comics no “National Coming Out Day” (Dia da Saída do Armário, em tradução livre), um dia de conscientização LGBTQI+, comemorado nos Estados Unidos.

As empresas FIAT e Gerdau, patrocinadores do vôlei no Minas Tênis, reagiram veementemente, pressionados pela militante minoria lacradora progressista, exigindo a saída do jogador. Essa parcela histérica e reativa da população, com grande poder de destruição, pretende amordaçar e acorrentar todos aqueles que são contrários às suas ideologias nefastas e intolerantes.

Espalham-se mundo afora como uma praga sinistra e assustadora, para combater valores morais, éticos e cristãos de seus semelhantes, além de buscar incessantemente o fim da liberdade de expressão daqueles que lhes são críticos.

Fato é que os maus espíritos nunca estiveram tão presentes e atuantes no Brasil, na semana do Halloween que passou. Apaziguá-los com guloseimas e doces não parece ser mais possível. Essa luta não terá fim!

As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do portal Balcão News.