Imersão na História da Arte

História, Curiosidades, Reflexões - Coluna Meg E.

Imersão na História da Arte
Meg E. é a nova colunista do Balcão News

Pré-História

Desde a era pré-histórica, havia no homem um grande desejo de se expressar através da arte. As pinturas rupestres e construções megalíticas assim o demonstravam.

A arte se manifestava de várias formas, ora registrando apenas o cotidiano, ora com fins ritualísticos como forma de criar uma conexão do homem com a natureza.

A pintura rupestre, gravuras desenhadas nas paredes de cavernas, evidenciou-se no Período Paleolítico, em grupos humanos com domínio do fogo e com acesso a ferramentas de pedra. Isso há aproximadamente 40 mil anos atrás.

Especialistas citam que essa arte era produzida com materiais como terra, carvão, sangue e flores. Segundo a professora Graça Proença, as pinturas rupestres eram uma arte que fazia parte de um processo de magia pelo qual o desenhista era um caçador que acreditava que conseguiria capturar sua presa após desenhá-la na rocha.

Encontram-se resquícios dessa arte na França, Espanha, Austrália, Argentina. No Brasil, o grande centro de arte rupestre encontra-se na Serra da Capivara, no Piauí.

Esse período é conhecido também por ter sido berço de esculturas conhecidas como Vênus. Essas estatuetas representavam o corpo feminino nu, com formas volumosas. Foram produzidas entre 40.000 a.C. e 10.000 a.C.

A estatueta mais conhecida se chama Vênus de Willendorf, foi encontrada na Áustria e possui mais de 25 mil anos de existência.

O Período Neolítico mostrou grandes avanços em comparação ao Paleolítico. O homem domesticava animais, desenvolvia técnicas agrícolas e já demonstrava habilidades arquitetônicas.

Um exemplo, são as construções megalíticas, como a de Stonehenge, na Inglaterra.

Nessas construções já se percebiam a necessidade do homem de criar conexão com seus antepassados, homenageando-os através de monumentos e expressão de uma arte rudimentar, mas que se tornou objeto de estudos desde os primórdios. O homem desse período é considerado pelos estudiosos como os primeiros arquitetos da humanidade.

Na Idade dos Metais, que surgiu em 5.000 a.C. a arte se expandiu pela técnica de fundição dos metais e desenvolvimento da metalurgia. Os homens primitivos forjavam metais (ferro, bronze, estanho), permitindo maior precisão na fabricação de instrumentos e ferramentas agrícolas.

O ferro foi o último metal descoberto e o mais difícil de se trabalhar, mas foi o mais importante para a sociedade primitiva e representou grande avanço para a arte.

Existem vários sítios arqueológicos no Brasil, sendo o principal situado na região de São Raimundo Nonato, no interior do Piauí.

Sob a coordenação da arqueóloga Niède Guidon, foram descobertos ossos de animais pré-históricos, artefatos de cerâmica, machados de pedra e inúmeras pinturas rupestres.

A arte desvenda-se sobre o tempo e os povos, se insinua em várias formas, se contrapõe a vários conceitos. Mas a arte é, e sobretudo tem, tudo aquilo que nos conecta e nos abre para mundos mais coloridos, mais amenos, menos hostis.

Viver a arte, ou da arte, seja o que for a que nos propomos, ou somente conhecer um pouquinho dela, já nos faz mais inseridos numa sociedade menos consumista, num mundo mais sustentável, mais humano, menos competitivo. Aquele que produz uma obra de arte e aquele que conhece, admira, valoriza essa obra de arte são unidos pela mesma performance.

Meg E.

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