Imersão na História da Arte - Parte II

História, Curiosidades, Reflexões - Coluna Meg E.

Imersão na História da Arte - Parte II
Obra: A Deposição de Cristo (1507) - Rafael

Idade Antiga

A Arte Antiga estende-se desde a criação da escrita até o período paleocristão, caracterizado pelas primeiras expressões artísticas do cristianismo, com pintura mural (fresco) em catacumbas, sarcófagos. Surgiram as primeiras basílicas.

As civilizações mais expressivas desse período foram a egípcia, grega e romana.

No Egito, ela surgiu há cerca de 3000 a.C. mas só entre 1560 e 1309 a.C. que se destacou, através da retratação da movimentação dos corpos e suavidade das formas.

Os egípcios pintavam e esculpiam em gesso branco e aplicavam em seguida uma tinta, parecida com uma cola colorida, produzida a partir de certos minerais.

Eram relatados eventos da época, a história dos faraós e seu povo e dos deuses.

O faraó era a ligação entre os deuses e os homens e tinha uma certa divindade, porque era o responsável pelo bem-estar do seu povo.

As representações humanas não podiam ser retratadas em templos ou ao lado dos deuses.

Na Grécia, o desenvolvimento artístico foi exponencial, refletindo os costumes e as mudanças de sua sociedade.

A característica mais importante da arte antiga grega é ser antropocêntrica (o homem como centro de tudo), que ressaltava a beleza do ser humano, a perfeição de suas formas.

Arte ligada ao intelectualismo, valorização do homem, busca da perfeição e beleza, harmonia e equilíbrio.

Quando se usa o termo “Deus Grego”para um homem bonito, remete-se a essa época, em que se valorizava o corpo humano pela sua beleza, forma e definições.

Arte pré-helênica ou cretense: período em que a retratação das figuras humanas caracterizava-se por pernas e cabeça em perfil, corpo frontal e olhos virados para a frente.

Esculturas com sentimento pleno de emoção e movimento.

A sua grandiosidade estava na beleza das pinturas.

Arte micênica: período de evolução da arquitetura monumental, representado pelo Mégaro Micênico (“Grande Sala” que se encontrava nos palácios da Civilização Micênica) onde haviam figuras decorativas, artesanato em cerâmica, retratando o cotidiano do povo grego.

A religião grega, nesse período, valorizava os deuses e os homens, de caráter hedonista, cuja doutrina buscava o prazer, a beleza como ponte para encontrar a felicidade.

Os templos eram a maior representação da arquitetura, de variadas deidades, disseminaram-se pelas cidades gregas. Eram edificados sobre uma base de um metro de altura, o estilóbato. As colunas de pedra davam um ar grandioso às construções.

O Pártenon de Atenas, projetado por Calícrates e Ictinos, representa o desenvolvimento desse período.

Entre os séculos XI e IX a.C. foram produzidas esculturas pequenas, em marfim ou argila, representando rapazes e mocas. Utilizava-se também a pedra nas figuras humanas.

O apogeu da escultura grega ocorreu no século V a.C., no período clássico. As obras tinham maior realismo, refletiam a beleza e perfeição das formas humanas.

Em Roma, a arte antiga divide-se nos períodos Republicano e Imperial.

Durante a república, a arte se restringia àquilo produzido em Roma, com influência do povo etrusco. Com a expansão do Império Romano, a arte foi se libertando dessa influência e se consolidou por toda a Itália e mediterrâneo.

No período Imperial, a arte se tornou rica e eclética, usando de vários estilos e abrangendo outras cidades.

A arquitetura em Roma era uma mistura de influências gregas e etruscas.

As esculturas adornavam os edifícios governamentais e privados.

A pintura mostrava o cotidiano, acontecimentos históricos, natureza morta e dividia-se em 4 estilos:

  1. Estilo da incrustação que se baseava na decoração de interiores e obras feitas sobre o gesso que imitava paredões de mármore polidos;
  2. Obras criadas com perspectiva que se estendia além da extensão do mural, criando um tipo de ilusão espacial;
  3. O ilusionismo do segundo estilo foi substituído por pinturas suaves, de arabescos lineares sobre fundos monocromáticos;
  4. As pinturas arquitetônicas se popularizaram mas com a diferença de que a lógica assumiu um papel secundário sendo trocada por estruturas épicas de difícil construção.

A elaboração de mosaicos também faz parte desse período variando entre padrões abstratos de tecelãs negras e brancas ate grandes criações figurativas policromáticas.

Desvendar a origem da humanidade através de formas artísticas e simbólicas sempre teve ligação intrínseca com a origem do homem e a consolidação da religião, da língua e da arte.

A história da arte está intimamente ligada a evolução do ser humano, trás muitas respostas ao questionamento sobre o desenvolvimento das civilizações e toda a beleza, todo seu legado perpassa os séculos e vieses da história humana.