Motos se tornam ótima opção de transporte com alta do combustível

Com a impressionante alta dos preços dos combustíveis no Brasil, a motocicleta se torna cada vez mais uma boa opção para mobilidade urbana e trabalho

Motos se tornam ótima opção de transporte com alta do combustível
Cicero Lima
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Nos últimos tempos, a gasolina e o etanol viraram “ouro líquido” no Brasil. Os preços nos postos de combustíveis são atualizados de forma abusiva e o consumidor brasileiro é quem paga a dolorosa conta. Em alguns Estados, o valor do litro do combustível fóssil ultrapassou R$ 6 nas bombas de combustível. Nas estradas de todo o país, o preço por litro está nas alturas. Como “efeito colateral”, por conta da economia de combustível que proporcionam, as motocicletas têm se afirmado como uma opção mais racional de transporte individual no Brasil.

Quando chega a inexorável hora de “encarar o frentista”, uma dúvida normalmente aflige muitos motociclistas – o que vale mais a pena, gasolina ou etanol? Uma boa dica é multiplicar o preço da gasolina por 0,73. Se o resultado da conta for maior que o preço do etanol, o combustível de origem vegetal é o ideal. Caso seja menor, torna-se mais econômico optar pela gasolina. Outra forma de chegar à resposta correta é abastecer a motocicleta com a mesma soma em dinheiro, uma vez com gasolina e a outra com etanol, e calcular quantos quilômetros por litro o veículo faz com cada combustível. Em modelos mais modernos, a informação – km/l – está disponível no painel de instrumentos.

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De qualquer forma e com qualquer combustível, a matemática comprova: é evidente que os veículos de duas rodas podem ser boas opções para o deslocamento urbano individual, principalmente nas grandes metrópoles, além de ferramentas indispensáveis para o trabalho de delivery, cada vez mais necessário nesses aparentemente intermináveis tempos de pandemia. Isso tudo com baixo consumo de combustível e esbanjando eficiência energética. Dependendo do modelo, dá para rodar mais de 40 quilômetros com um litro de gasolina.

Segundo a Honda, que produz quase 80% das motocicletas vendidas no Brasil, as avaliações de consumo de combustível são feitas sempre no lançamento dos modelos e os testes acontecem com o mesmo estereótipo de piloto (altura, peso e tipo de condução), bem como as condições climáticas e de pista. As medições de consumo são feitas por meio de um programa de computador desenvolvido pelo Instituto Mauá, ligado a um GPS. O programa determina o tipo de percurso para a simulação, entre ciclos urbano e rodoviário. Modelo mais popular da Honda, a Pop110i faz quase 60 quilômetros com cada litro de gasolina. Veja abaixo os resultados de alguns modelos da marca:

Teste em Moto Consumo médio – km/l

2018 Pop 110i 59,6

2018 Biz 110i 52

2016 Biz 125 39,1 E / 53,3 G

2018 Elite 125 43,7

2019 PCX 150 41,4

2020 ADV 42,5

2017 SH 150 38,7

2017 CG 160 30,3 E / 47,4 G

2019 CB Twister 24,6 E / 35,5 G

2019 XRE 300 21,6 E / 30,5 G

2016 SH 300 28,9

Fonte: Instituto Mauá de Tecnologia

por Aldo Tizzani, do "Minuto Motor" especial para a AutoMotrix

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