Mourão afirma que não há clima para impeachment de Bolsonaro

O vice-presidente criticou o Inquérito das Fake News, do STF, mas evitou comentar ameaças de Bolsonaro no 7 de Setembro

Mourão afirma que não há clima para impeachment de Bolsonaro
Romério Cunha

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRBT) disse, nesta quarta-feira (8/9), antes de embarcar rumo à Amazônia Oriental, que não vê clima para impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), após atos do 7 de Setembro. O general também criticou o Inquérito das Fake News, do Supremo Tribunal Federal (STF), e evitou comentar as ameaças feitas pelo chefe do Executivo.

“Não vejo que haja clima para o impeachment do Presidente, né? Clima, tanto na população como um todo, como dentro do próprio Congresso. Acho que o nosso governo tem hoje uma maioria confortável de mais de 200 deputados . Não é a maioria para aprovar grandes projetos, mas é uma maioria capaz de impedir que algum processo prospere contra a pessoa do presidente da República”, disse Mourão.

Apesar de não querer comentar os discursos inflamados feitos por Bolsonaro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e na Avenida Paulista, em São Paulo, Mourão salientou que existe uma crise entre Executivo e Judiciário. “Em relação ao Judiciário, a gente precisa distensionar. Eu acho que existem cabeças ali dentro que entendem que isso foi além do que era necessário e conversando a gente se entende”, completou.

“Na minha visão existe um tensionamento, principalmente entre o Judiciário e o Executivo. Eu tenho a ideia muito clara que o inquérito que é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes [das Fake News] não está correto, o juiz não pode conduzir inquéritos. Eu acho que tudo se resolveria se o inquérito passasse para mão da PGR e acabou. Aí, isso aí distensionaria todos os problemas”, sugeriu Mourão, citando o imbróglio que envolve o mandatário da República e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Sem citar nomes, durante os discursos, Bolsonaro direcionou ameaças ao integrantes da Suprema Corte. “Juramos respeitar a nossa Constituição. O ministro específico do STF perdeu as condições mínimas de continuar dentro daquele tribunal. Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica continue paralisando a nossa nação. Não podemos aceitar. Ou esse Poder [Judiciário] pode sofrer aquilo que nós não queremos. Sabemos o valor de cada Poder da República”, assinalou.

Questionado por jornalistas que acompanham a viagem do Conselho Nacional da Amazônia sobre a expressividade dos atos que ocorreram em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, Mourão disse: “Olha, houve uma concentração expressiva da população brasileira. É uma mudança isso aí, porque as ruas sempre foram domínio dos segmentos da esquerda”, opinou.

“Ontem que foi uma quantidade enorme, a minha avaliação, eu estive aqui na manifestação de Brasília e em torno de 150 mil pessoas estavam ali reunidas. Acredito que no Rio de Janeiro e São Paulo chegou também ao redor desse número, para uma manifestação expressiva. Deixo de comentar discursos que foram feitos porque é uma questão ética minha, não é o caso de eu comentar”, reforçou o vice-presidente.

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